- Um réu misterioso moveu ação para contestar o testamento de Karl Lagerfeld, 7 anos após sua morte em 2019.
- O executor Christian Boisson informou aos sobrinhos e filhos de Lagerfeld que eles poderiam herdar a fortuna de cerca de € 200 milhões, se a contestação for bem-sucedida; a herança do gato Choupette não seria afetada.
- Lagerfeld não tinha cônjuge nem filhos; a versão de 29 de abril de 2016 do testamento deixou a riqueza para um grupo próximo de confidantes.
- Entre os beneficiários listados podem estar Sébastien Jondeau (assistente e guarda-costas), Hudson Kroenig (afilhado) e modelos Brad Kroenig e Baptiste Giabiconi.
- A defesa aponta que a interpretação do testamento está sendo contestada, com aplicação potencial de leis francesas e monegascas, já que a residência principal dele ficava em Monac o, sob normas que costumam favorecer herdeiros diretos.
O atual entrevero envolve o testamento de Karl Lagerfeld, o titã da alta-costura que morreu em 2019. Sete anos após o falecimento, um denunciante não identificado move uma contestação à última vontade, questionando a distribuição de um patrimônio estimado em cerca de €200 milhões. O processo pode alterar quem herdará bens do estilista.
Segundo informações veiculadas pela imprensa alemã, o executor da herança, Christian Boisson, enviou cartas aos sobrinhos e sobrinhas sobreviventes de Lagerfeld. O objetivo é avisar que a herança pode ser revertida caso a contestação seja vitoriosa. A vida do gato de Lagerfeld, Choupette, permanece protegida e não seria afetada.
O patrimônio inclui propriedades de alto valor, participação em empresas e uma vasta coleção de arte. Lagerfeld não tinha cônjuge nem filhos; nem irmãos vivos. A herança é atribuída a um grupo próximo do estilista, possivelmente incluindo Sébastien Jondeau, seu assistente e guarda-costas, Hudson Kroenig, apontado como afilhado, e modelos Brad Kroenig e Baptiste Giabiconi.
Mudança de tema: base jurídica e impacto
O debate envolve a aplicação de leis francesas e monegascas, já que Lagerfeld vivia entre Paris e Montecarlo, com residência principal na cidade-estado. A disputa sugere que a interpretação do testamento, redigido em 29 de abril de 2016, pode exigir avaliação da capacidade mental do criador no momento da assinatura.
Choupette, o gato de raça Birman azul, já era destino de parte do patrimônio antes da morte do estilista. Um lar em França, uma casa de veraneio e uma conta financeira constavam entre as doações anticipadas, consideradas imunes a alterações por contestação posterior.
A notícia aponta que o caso pode rever quem tem direito aos bens. Além dos herdeiros já conhecidos, outras partes ligadas à vida pessoal de Lagerfeld podem entrar no escrutínio jurídico. A defesa não comentou o assunto, e o executor permanece pouco acessível às redes de imprensa.
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