- Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, anunciou sua saída em comunicado neste domingo.
- A demissão ocorre em meio à pressão sobre Starmer pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos.
- A crise é classificada como uma das maiores de Starmer, após surgirem dados sobre a relação de Mandelson com o falecido condenado Jeffrey Epstein.
- McSweeney disse que participou da nomeação e que a decisão foi errada, afirmando que prejudicou o partido, o país e a confiança na política; ele assume a responsabilidade pela orientação dada ao premiê.
- O assessor, considerado um dos arquitetos do sucesso de Starmer na eleição de julho de 2024, reforçou sua proximidade com o premiê no anúncio.
Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, anunciou sua saída neste domingo, 8 de fevereiro. A decisão ocorre em meio à pressão sobre Starmer após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador no Reino Unido.
McSweeney afirmou, em comunicado, ter participado da nomeação de Mandelson e reconheceu que a decisão foi inadequada. Ele disse que a nomeação trouxe danos ao partido, ao país e à confiança na política, e assumiu toda a responsabilidade pelo conselho dado ao premiê.
O caso envolve Mandelson e seu histórico de relacionamento com Jeffrey Epstein, conforme documentos divulgados posteriormente. A crise é descrita como uma das maiores já enfrentadas por Starmer em seus 18 meses no poder, desde a divulgação dos arquivos.
Contexto da nomeação e consequências
A saída de McSweeney intensifica o escrutínio sobre a gestão de Starmer e o impacto político da escolha de Mandelson para a pasta externa. A situação alimenta debates sobre integridade e confiança pública na liderança do governo.
Observa-se que a controvérsia também repercute no interior do Partido Trabalhista, com diferentes vozes estabelecendo limites entre apoio a políticas de longo prazo e preocupações éticas.
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