- A eleição em Bangladesh acontece em 12 de fevereiro, com a oposição fortalecida após a saída de Hasina do poder ser vista como disputa mais competitiva desde 2009; o Awami League está banido e a oposição acredita ter chance de vitória contra o BNP.
- O Bangladesh Nationalist Party (BNP) é visto como favorito, mas uma coalizão liderada pelo Jamaat‑e‑ Islami apresenta forte desafio nas urnas.
- Um novo partido de ativistas da Gen‑Z, alinhado ao Jamaat, ganhou relevância após não conseguir converter mobilização de rua em base eleitoral.
- A votação pode redefinir o papel de China e Índia no país, com analistas destacando mudanças de influência conforme o resultado.
- Questões de corrupção, inflação e situação econômica são apontadas por analistas como determinantes para os eleitores, em meio a um cenário de instabilidade após a queda de Hasina.
Bangladesh realiza nesta quinta-feira uma eleição marcada pela participação de jovens e pela competitividade inédita desde 2009, quando Sheikh Hasina iniciou um mandato de 15 anos. O pleito ocorre em um momento de reversão de papéis entre governo e oposição.
A Aliança Awami League, ligada a Hasina, não está autorizada a atuar formalmente neste pleito, enquanto a oposição mobiliza eleitores há meses. Além do BNP, uma coalização liderada pelo Jamaat-e-Islami concorre com força, especialmente entre jovens.
O BNPressa o apoio de grandes blocos, disputando 292 das 300 cadeiras em jogo. Analistas avaliam que a votação deve definir a estabilidade política e pode influenciar as relações com China e Índia no curto prazo.
A eleição ocorre em um contexto de inflação alta, reservas em baixa e necessidade de financiamento externo. A mobilidade e participação dos eleitores jovens são apontadas como determinantes para o resultado final.
Parisi de participação, os eleitores veem a persistência de problemas econômicos como principais preocupações, atrás apenas da percepção de corrupção. O gênero Gen-Z, cerca de um quarto do eleitorado, é visto como fator-chave.
Observa-se forte presença de símbolos partidários em placas, faixas e banners por todo o país, em contraste com eleições passadas, quando predominava a imagem da Aliança com o símbolo do barco.
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