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Político francês veterano deixa direção de instituto após ligações com Epstein

Lang deixa o Instituto do Mundo Árabe em Paris após ligações com Epstein e abertura de investigação fiscal

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Jack Lang with Jeffrey Epstein in front of the Louvre pyramid
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  • Jack Lang, ex‑ministro da Cultura, renunciou ao cargo de presidente do Institut du Monde Arabe, em Paris, após surgirem contatos passados com Jeffrey Epstein e o início de uma investigação fiscal pelos procuradores franceses.
  • A saída ocorreu no sábado à noite, antes de uma reunião urgente do Ministério das Relações Exteriores sobre os vínculos dele com Epstein.
  • A Procuradoria Financeira abriu apuração contra Lang e a filha dele, Caroline Lang, sob suspeita de fraude fiscal qualificada e lavagem de dinheiro; ambos negam irregularidades.
  • Lang aparece em mais de seiscentas menções nos arquivos de Epstein; Caroline também é citada e teria criado uma empresa offshore com Epstein em 2016 para investir em artistas jovens — ela afirmou ter se desligado da offshore quando surgiram novas acusações.
  • Lang afirma que não cometeu crime e disse estar chocado ao ver esses dados; há registro de encontro dele com Epstein diante da pirâmide do Louvre, em 2019.

O ex-ministro francês da Cultura, Jack Lang, anunciou sua renúncia da direção do Institut du Monde Arabe (IMA), em Paris, após a divulgação de contatos passados com Jeffrey Epstein e a abertura de uma investigação financeira pelos procuradores franceses. A renúncia ocorreu na noite de sábado, pouco antes de uma reunião emergencial do Ministério das Relações Exteriores. A decisão foi tomada em meio a revelações sobre relações entre Lang e Epstein.

Lang, hoje com 86 anos, liderava o IMA desde 2013, instituição cultural ligada ao governo francês que promove o entendimento sobre o mundo árabe. Ele foi ministro da Cultura sob o governo de François Mitterrand nas décadas de 1980 e 1990 e supervisionou projetos como a pirâmide do Louvre.

Investigações em aberto

Neste sábado, a Corte de Perseguição Financeira da França abriu apuração sobre Lang e sua filha, Caroline Lang, por suspeita de lavagem de fraude fiscal agravada. As autoridades atuam com base em referências nos arquivos de Epstein. Ambos negam irregularidades.

Caroline Lang, produtora de cinema, já havia sido envolvida em outras acusações, incluindo a fundação de uma empresa offshore com Epstein em 2016. Ela afirmou ter encerrado a relação com a empresa quando surgiram novas acusações em 2019, e negou irregularidades.

Declarações e desdobramentos

O advogado dos Lang, Laurent Merlet, afirmou que não houve movimentação de recursos entre Lang e Epstein. Ele descreveu Caroline Lang como serena, pois não recebeu valores.

Lang também contesta as acusações, dizendo ter atuado apenas como filantropo ao lidar com Epstein. Em entrevistas, ele afirmou ter ficado chocado com as informações divulgadas em 2019.

Contexto público

As informações aparecem em documentos do Department of Justice dos EUA, divulgados em 30 de janeiro, que listam ligações de Epstein com diversas figuras públicas. Lang aparece com menções ao longo de vários anos, até 2019, quando Epstein faleceu.

A imprensa francesa destaca que Lang foi uma das figuras públicas mais visadas na recente liberação de mensagens privadas associadas a Epstein. No entanto, veículos como Le Monde e Mediapart indicam que não há documentos oficiais que comprovem envolvimento direto de Lang ou de Caroline em crimes sexuais de Epstein.

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