- O partido Tisza, da oposição na Hungria, revelou num programa de eleição de 240 páginas propostas como imposto sobre riqueza, adoção do euro e firme comprometimento com a União Europeia e a OTAN.
- Entre as medidas, está a cobrança de um imposto anual de riqueza de 1% sobre a parcela da fortuna acima de 1 bilhão de forints.
- O programa também prevê redução do imposto de renda para quem ganha abaixo da mediana e a implementação de um imposto anual para os mais ricos.
- Em energia, a Tisza promete eliminar a dependência energética da Rússia até 2035 e dobrar a participação de fontes renováveis até 2040, incluindo a construção de uma usina nuclear e a revisão do projeto Paks 2.
- A meta de introdução do euro é apresentada como alvo previsível, com promessas de mudanças no sistema de saúde, educação, bem‑estar social, proteção infantil e transporte público.
A Hungaresa oposição Tisza divulgou na manhã deste sábado o seu programa eleitoral de 240 páginas, em Budapeste. O documento anuncia taxação de riqueza, adoção do euro e manutenção firme da Hungria na UE e na OTAN. A candidatura é liderada por Peter Magyar.
No texto, a Tisza propõe imposto anual de 1% para fortunas acima de 1 bilhão de forints. A ideia inclui cortar o IR para quem ganha menos que a mediana e taxar os ultrarricos, com o objetivo de destravar fundos da UE. Magyar promete combater a corrupção.
O programa também planeja reduzir a dependência energética da Rússia até 2035 e ampliar a participação de fontes renováveis até 2040. Sobre energia, a Tisza defende revisão do complexo Paks 2 caso vença as eleições e manter a construção de uma usina nuclear.
Plano para a moeda e serviços públicos
Consta no programa a meta de apresentar uma data previsível para a introdução do euro. O documento aponta mudanças em serviços públicos, incluindo saúde, educação, proteção social, transporte público e assistência à infância, com reformas rápidas.
Magyar afirmou, em vídeo de apresentação, que o plano visa ampliar investimentos e restaurar a confiança na gestão pública. A oposição aponta queda de corrupção e desbloqueio de recursos para a economia, caso o partido vença a votação.
Entre na conversa da comunidade