- Congresso dos EUA aprovou corte de 125 milhões de dólares do financiamento para a substituição de tubulações de chumbo na água potável, afetando estados com maior presença de redes de chumbo.
- O corte ocorreu em meio a um projeto de lei de financiamento do governo, ligado a controvérsia sobre o financiamento da política de imigração e fronteiras (ICE).
- O financiamento para substituição de tubulações de chumbo tinha apoio bipartidário em dois mil e vinte um, mas foi redirecionado para prevenção de incêndios florestais por membros da comissão de interior e meio ambiente.
- Estados como Michigan, Illinois, Nova York e outras regiões com mais tubulações de chumbo devem sentir o impacto; estima-se que seriam necessários cerca de três bilhões de dólares para substituir as linhas restantes em Chicago e arredores.
- Críticos, como Rashida Tlaib, apontam que a redução dificulta o acesso a água limpa; a EPA alerta que não há nível seguro de exposição ao chumbo e que a remoção das linhas pode evitar danos à saúde infantil e mortes relacionadas.
A Câmara dos EUA aprovou um corte de 125 milhões de dólares destinados à substituição de tubulações de água potável com chumbo, tecnologia reconhecida como altamente nociva para crianças. O corte ocorre no âmbito de um projeto de lei de financiamento do governo, gerando indignação entre políticos e ativistas.
A medida promete afetar estados com maior concentração de tubulações de chumbo, entre eles Michigan, Illinois, Texas e Nova York. O financiamento para a substituição das linhas faz parte de um programa temático anterior, que foi redirecionado para prevenção de incêndios florestais.*
A controvérsia se intensifica no contexto da disputa sobre o financiamento da Imigração e Alfândega (ICE). Diversos líderes progressistas defendem a restauração do montante, enfatizando a urgência de concluir o trabalho de remoção das linhas perigosas.
A substituição de tubulações é vista como essencial pela EPA, que afirma não existir nível seguro de exposição ao chumbo. Estudos apontam impactos no desenvolvimento infantil, com efeitos como redução de QI e aumento da pressão arterial em adultos.
A verba de 125 milhões corresponde a uma parte de 15 bilhões de dólares destinados à substituição de linhas desde o Infrastructure Act de 2021, sob apoio bipartidário. O último desembolso de 3 bilhões ocorreria neste ano, conforme cronograma federal.
Analistas lembram que a economia de custos com a substituição é superior aos gastos com impactos à saúde no longo prazo. O debate envolve ainda a logística de substituição, já que muitas linhas permanecem e a tarefa exige recursos significativos.
Chicago é citada como exemplo da escala do desafio, com menos de 4% das linhas substituídas entre aproximadamente 400 mil ligações. Estima-se que seriam necessários cerca de 3 bilhões de dólares para avançar no restante.
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