- A Coalizão deve se reunir após acordo intermediado por Sussan Ley com David Littleproud para recompor Liberal e Nacional, encerrando a segunda cisão em oito meses.
- O acordo prevê suspender todos os ex-frontbenchers dos Nationals do shadow ministry até março, mantendo Littleproud e o vice-líder dos Nationals, Kevin Hogan, em reuniões do shadow cabinet sem cargos no frontbench.
- Ley pretendia, anteriormente, reunir os Nationals apenas se três senadores — Bridget McKenzie, Susan McDonald e Ross Cadell — fossem suspensos por seis meses; o novo acordo envolve todos os ex-frontbenchers.
- A decisão ocorre pouco antes da retomada do parlamento, com anúncio provável neste domingo; a reunião visa evitar um racha maior entre Liberais e Nationals.
- A crise interna envolve disputas sobre liderança e a possibilidade de um retorno da coalizão pode influenciar a dinâmica de poder entre alas conservadoras.
A Coalizão pode se recompor após Sussan Ley fechar acordo com David Littleproud para encerrar a segunda fissura entre Liberais e Nacional. O entendimento visa reunir os dois partidos menos de três semanas após a cisão provocada pela oposição a leis de discurso de ódio do Labor.
Segundo relatos, Ley planeja anunciar o acordo assim que a Câmara retomar as atividades, com a Coalizão se reunindo de forma imediata. A ideia é que Liberais e Nacionalistas voltem a atuar juntos, em vez da separação reforçada.
Ao mesmo tempo, todas as ex-membros do frontbench nacionalista ficarão suspensos do shadow ministry até março. Littleproud e o vice-líder nacionalista, Kevin Hogan, vão participar de reuniões do shadow cabinet durante o período, sem assumir posições de frontbench.
Detalhes do acordo
O compromisso foi visto como uma saída de meio-termo, buscando conter a reputação desgastada de ambos os lados. A suspensão visa manter o funcionamento da bancada enquanto as negociações avançam.
As negociações começaram após Ley ter dado aos Nacionalistas prazo para correção da relação antes de avançar com um frontbench apenas Liberal. Littleproud insistia em reconhecer que os Nacionalistas não teriam cometido erro para merecer punição.
Desdobramentos políticos
A proposta também influenciaria o equilíbrio interno, com possíveis nomes em posições de sombra e impacto sobre a liderança de Ley, que enfrenta resistência de parte dos moderados e de conservadores que apoiam uma reconciliação.
Entre as lideranças, figuras pró-reconciliação, como o ex-primeiro-ministro John Howard, atuaram a favor da recomposição, enquanto alguns moderados defendiam tempo de afastamento. Angus Taylor correlaciona com ambições de liderança, mas afirma não haver plano de substituição imediata.
Próximos passos
O acordo depende do fechamento formal entre Ley e o Liberalismo, com a imprensa aguardando o anúncio oficial. A janela de retomada do Parlamento será crucial para consolidar a coalizão e evitar novas fracturas.
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