- A polícia de Londres busca duas propriedades ligadas a Peter Mandelson, em Camden (norte de Londres) e em Wiltshire, como parte de apuração sobre supostos vazamentos de informações a Jeffrey Epstein.
- As buscas, realizadas pela equipa de crime especializado da Polícia Metropolitana, visam endereços diferentes nos distritos citados; envolve um homem de 72 anos em investigação por crimes de atuação pública.
- Mandelson foi demitido como embaixador nos Estados Unidos após surgir relação com Epstein, que já havia sido preso por exploração de menor.
- Novos documentos sugerem que Mandelson teria recebido dinheiro de Epstein entre 2003 e 2004 e repassado informações sensíveis quando era secretário de negócios no governo de Gordon Brown, em 2009.
- A divulgação de milhares de documentos sobre a nomeação de Mandelson provocou críticas dentro do Partido Trabalhista; o governo concordou com a liberação de registros, gerando pressão sobre líderes do partido.
Policiais da Scotland Yard estão cumprindo mandados de busca em duas propriedades ligadas a Peter Mandelson, em investigação sobre o possível repasse de informações sensíveis de mercado a Jeffrey Epstein. Os endereços ficam em Camden, norte de Londres, e em Wiltshire.
A operação, realizada pela equipe central de crimes especializados da Polícia Metropolitana, envolve buscas em uma residência no Wiltshire e outra em Camden. Ninguém foi preso até o momento e as apurações continuam.
Mandelson, 72 anos, foi alvo de um inquérito por supostos delitos de conduta pública, segundo comunicado da força. Ele morava em um imóvel alugado em Wiltshire após ter sido afastado do cargo de embaixador nos EUA por ligações com Epstein.
Epstein, condenado na década de 2000 por solicitação de prostitution de menor, figura nos novos documentos que revelam a proximidade entre Mandelson e o financista. As informações indicam que Mandelson pode ter recebido dinheiro entre 2003 e 2004 e ter repassado dados sensíveis quando atuava como secretário de Estado do Comércio.
A divulgação dos novos documentos provocou reação entre deputados tes, com Keir Starmer admitindo terem sido conhecidas ligações anteriores ao mandato atual. O primeiro-ministro autorizou a liberação de milhares de documentos, e as informações estão sendo reunidas.
Alguns membros do Partido Trabalhista pedem substituição de Starmer, além de exigirem a demissão de Morgan McSweeney, chefe de gabinete próximo a Mandelson e defensor da nomeação no governo de Gordon Brown. As apurações continuam sem conclusão.
Entre na conversa da comunidade