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Polícia britânica investiga propriedades ligadas a ex-embaixador no caso Epstein

Polícia britânica realiza buscas em propriedades ligadas a Peter Mandelson em investigação por suposto repasse de informações confidenciais a Jeffrey Epstein

Peter Mandelson, em registro de 26 de setembro de 2022. Foto: Oli Scarff/AFP
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  • A Polícia Metropolitana realizou buscas em duas propriedades ligadas ao ex-ministro Peter Mandelson, em Wiltshire e no Camden (Londres), como parte de apuração sobre o caso Epstein.
  • A investigação investiga a possível repasse de informações financeiras confidenciais ao financiista Jeffrey Epstein, que poderiam ter influenciado mercados durante o período em que Mandelson era ministro no governo trabalhista de Gordon Brown (2008–2010).
  • A polícia informou que o homem de 72 anos, cuja idade coincide com Mandelson, não foi preso e as investigações continuam.
  • Gordon Brown afirmou ter repassado à polícia informações relevantes sobre a transmissão de dados que poderiam influenciar mercados financeiros e sobre material confidencial do governo relacionado a Epstein.
  • O governo trabalhista enfrenta crise decorrente das ligações entre Mandelson e Epstein; Keir Starmer demitiu Mandelson em setembro de 2025 e pediu desculpas às vítimas, sem anunciar renúncia.

O caso Epstein ganhou novos desdobramentos na investigação sobre o ex-ministro Peter Mandelson. A polícia britânica realizou buscas em duas propriedades ligadas ao político, suspeito de repassar informações financeiras confidenciais ao financiador norte-americano Jeffrey Epstein. As ações ocorreram nesta sexta-feira, 6, em Wiltshire e em Camden, Londres.

Os endereços vistoriados foram confirmados pela Polícia Metropolitana. As buscas integram uma investigação em curso que envolve um homem de 72 anos por crimes relacionados à má conduta no exercício de funções oficiais. A polícia informou que não houve prisão até o momento e que as apurações continuam.

O material divulgado aponta para a possível transmissão de informações que poderiam influenciar mercados, especialmente durante o período em que Mandelson atuou como ministro no governo trabalhista de Gordon Brown, entre 2008 e 2010. As autoridades não detalharam as evidências apresentadas.

Gordon Brown confirmou ter fornecido à polícia informações relevantes sobre a transmissão de dados por Mandelson a Epstein, incluindo material confidencial do governo. Brown descreveu o comportamento como indesculpável e antipatriótico, ressaltando que a gravidade das ações foi reconhecida por ele.

O caso ampliou a crise política envolvendo o governo trabalhista liderado por Keir Starmer. O premiê foi questionado sobre o que sabia dos vínculos de Mandelson ao ser indicado embaixador em Washington, em dezembro de 2024, e posteriormente demitido em setembro de 2025 após novas revelações.

Na última quinta-feira, Starmer pediu desculpas às vítimas de Epstein pela nomeação, mas informou que não pretende renunciar ao cargo. Ele afirmou ter confiado nas informações disponíveis à época, sem prever a extensão dos vínculos descritos nos arquivos.

As investigações continuam, com foco em esclarecer o papel de Mandelson e a possível relação com Epstein. Autoridades britânicas buscam esclarecer se houve repasse de informações confidenciais que possam ter impactado decisões financeiras ou políticas.

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