- Os pais de Trystan Pidoux, morto no incêndio do bar em Crans-Montana, enfrentaram atraso na decisão de realizar a autópsia do filho.
- Na véspera do enterro, médicos levaram o corpo de Trystan, forçando a família a cancelar o funeral e deixar o sepultamento vago.
- Trystan foi um dos poucos residentes que receberam autópsia antes da liberação dos corpos, conforme relatos de fontes próximas à investigação.
- A ausência de autópsias para todos os falecidos tem abalada a confiança de familiares e advogados na condução do inquérito, com possíveis exumações sob avaliação.
- Quatro pessoas estão sob investigação, incluindo proprietários do bar e autoridades locais, enquanto a defesa aponta dúvidas sobre a coleta de evidências já ocorrida.
Trystan Pidoux, de 17 anos, morreu no incêndio e explosão no Le Constellation Bar, em Crans-Montana, resort de esqui na Suíça. Seus pais, Vinciane Stucky e Christian Pidoux, aguardavam a decisão de promotores sobre uma autópsia após o velório ser adiado pela chegada de médicos para retirar o corpo durante o luto. A cerimônia acabou cancelada e o caixão ficou vazio, segundo a família e o advogado.
O processo segue sob investigação no cantão de Valais. Promotores não comentaram o caso, limitando-se a comunicados oficiais. A família pediu autópsia, e Trystan foi um dos poucos a passar pelo procedimento antes da liberação dos corpos, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Questionamentos sobre a condução da investigação ganharam força entre familiares de vítimas. Advogado de mais de 20 famílias, Romain Jordan, afirma que alguns podem pedir exumações. Em Roma, uma fonte da procuradoria informou que a Itália realizou autópsias em seis vítimas italianas, por não terem sido concluídas antes da repatriação.
Mudança de tema: Autópsias e evidências
Autópsias são, em geral, solicitadas pelos promotores em casos de mortes violentas ou súbitas. A polícia revelou que algumas vítimas foram encontradas próximas a saídas trancadas, dificultando a fuga. Quatro pessoas estão sob investigação: os proprietários do bar, Jacques e Jessica Moretti, um ex- e um atual funcionário local, além de outras autoridades municipais que reconheceram falhas em inspeções.
O pai de Trystan, Christian Pidoux, disse ter recebido um relatório prévio de autópsia, sem saber ainda as causas exatas da morte do filho. O material aponta para dúvidas sobre se a morte ocorreu por queimaduras, fumaça ou empurrões durante a evacuação.
O incêndio em Crans-Montana deixou dezenas de feridos e revelou falhas de segurança no local. As autoridades suíças destacaram a independência do poder judiciário, enquanto lidam com ceticismo de familiares e da comunidade internacional em relação ao andamento das apurações.
Entre na conversa da comunidade