- Em Waitangi, menos de 100 pessoas acompanharam a fala de líderes no terreno onde se assinou o Tratado de Waitangi, em clima de public apoio reduzido.
- A cerimônia, na véspera do Waitangi Day, destacou fadiga entre comunidades maori diante de políticas da coalizão que geram atritos e divisão.
- Líderes destacaram compromissos do governo com o Tratado, mas houve críticas sobre o ritmo das ações e falta de confiança entre os maori.
- Edward Ellison, líder da tribo Ngāi Tahu, afirmou que as pessoas estão cansadas, mesmo com o envolvimento contínuo em audiências e comissões.
- À tarde, as celebrações seguiram com milhares de visitantes, shows, comida e atividades culturais, em contraste com a atmosfera matutina mais contida.
Ao redor do local histórico de Waitangi, no extremo norte da Nova Zelândia, líderes políticos falaram sob chuva leve, diante de menos de 100 pessoas. O tom foi contido no dia anterior ao Waitangi Day, marcado pela assinatura do Tratado de Waitangi em 1840.
A cena contrastou com anos anteriores, quando multidões chegaram a vaiar ministros e a ocupar o espaço. Observadores indicam que o desgaste entre povos Māori e o governo é acelerado pela polêmica coalizão e por políticas associadas aos direitos históricos.
Edward Ellison, líder Ngāi Tahu, destacou que o público está cansado, com participação de submissões e comissões, e que o ritmo da agenda sobre o tratado é visto como excessivo. O próprio conselho Ngāi Tahu optou por não realizar as celebrações habituais no sul do país, fortalecendo a solidariedade com as comunidades do norte.
Kassie Hartendorp, da organização Action Station Aotearoa, afirmou que parte da pacificação das passadas manifestações decorre de uma percepção de que o governo já mostrou quem é e de que dialogar tem sido difícil. Ela ressaltou que políticas antititérito contribuíram para a sensação de cansaço entre Māori.
Continuação das celebrações e contexto histórico
O Tratado de Waitangi, firmado entre lideranças Māori e a Coroa britânica, é visto como documento fundador da nação e sustenta direitos indígenas. A data é feriada nacional desde 1974, com eventos pelo país e uma programação especial no Waitangi grounds.
O primeiro-ministro Christopher Luxon reconheceu que a atmosfera no Waitangi Day pode ser tensa, enfatizando a necessidade de evolução que fortaleça iwi e Māori, sem perder a unidade nacional. O líder da oposição, Chris Hipkins, considerou a fala do premiê como oportunidade perdida de enfatizar a união.
Na manhã de sexta-feira, a programação voltou a tomar impulso com a abertura para o público, quando milhares receberam o dia com cerimônias, waka e atividades culturais. A região registrou fluxo de visitantes, apresentações de música e atividades comunitárias durante as festividades.
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