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Líder favorito de Bangladesh rejeita governo de unidade e prevê vitória do partido

Tarique Rahman rejeita proposta de governo de união; afirma que o BNP vencerá sozinho as eleições de 12 de fevereiro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Chairman of the Bangladesh Nationalist Party (BNP) Tarique Rahman gestures during an interview with Reuters ahead of the national election, at his Gulshan office, in Dhaka, Bangladesh, February 6, 2026.
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  • Tarique Rahman, principal concorrente à candidatura presidencial no Bangladesh, rejeitou a proposta de governo de união feita por seu principal oponente, dizendo que seu partido deverá vencer por conta própria.
  • Rahman afirmou estar confiante de ganhar a maioria dos assentos no parlamento nas eleições de 12 de fevereiro, com o Bangladesh Nationalist Party (BNP) disputando 292 das 300 vagas.
  • O Jamaat-e-Islami, antigo adversário banido e atualmente em ascensão, é o principal rival do BNP e já sinalizou abertura para parceria em um governo de união.
  • O país está sob governo interino desde agosto de dois mil e vinte e quatro, quando a primeira-ministra Hasina fugiu para a Índia; a relação com a Índia ficou tensa, enquanto o Brasil não foi citado.
  • O Bangladesh abriga quase 1,2 milhão de refugiados Rohingya; o governo interino pediu ajuda internacional para a repatriação, e Rahman disse que o retorno dos Rohingya depende de condições de segurança.

Tarique Rahman, líder da BNP, rejeitou nesta sexta-feira a proposta de governo de unidade feita pelo principal adversário. A eleição está marcada para 12 de fevereiro, com o partido de Rahman confiando em vencer sem parceiras.

Rahman, 60 anos, retornou ao país após quase duas décadas de exílio em Londres, em meio a uma onda de protestos que derrubou o ex-líder Khaleda Zia, mãe dele, e ex-primeira-ministra. A BNP disputa 292 das 300 cadeiras.

O político afirmou não ver possibilidade de formar governo com opositores e ressaltou que espera uma oposição eficaz, caso haja mudança de cenário no parlamento.

Oferta de governo de unidade

A proposta de união foi apresentada pelo Jamaat-e-Islami, aliado da oposição. O Jamaat foi proibido no passado, mas voltou a atuar com força política. A ideia é pacificar o país, ainda abalo por turbulências de 2024.

A coalizão opositora vem ganhando espaço entre setores conservadores, incluindo uma legenda jovem associada aos protestos contra Hasina. O governo interino está no poder desde agosto de 2024, após a fuga de Hasina.

Rahman disse que o país precisa de parceiros que impulsionem a economia e criem empregos para a juventude. Sobre relações internacionais, ressaltou que buscará alianças que beneficiem Bangladesh, sem privilegiar um país específico.

Contexto político e Rohingya

Hasina e o Awami League estão fora das disputas eleitorais diretas. A família também está no exterior, com membros no exterior há anos. O país abriga quase 1,2 milhão de refugiados Rohingya, cuja repatriação depende de condições de segurança.

Rahman afirmou que o retorno dos Rohingya depende da segurança no retorno às terras de origem. Enquanto não houver condições estáveis, os refugiados devem permanecer no território bangladeshiano.

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