- David Stern, diretor do Pitch@ Palace, atuou como interlocutor de Jeffrey Epstein junto ao príncipe Andrew, mantendo contato próximo até 2019.
- Documentos do Departamento de Justiça dos EUA mostram Stern recebendo e repassando mensagens entre Epstein e o príncipe, inclusive sobre encontros, viagens e interesses de negócios.
- A correspondência revela que Stern organizava encontros, sugeria itinerários e mantinha Epstein informado sobre atividades do príncipe no exterior.
- Epstein chegou a expressar preocupação com a atenção da imprensa à sua ligação com a realeza e a Stern cabia gerenciar essas situações.
- Stern visitou Epstein em Nova York meses antes da prisão de Epstein em 2019 e, semanas depois, deixou o cargo na Pitch@ Palace.
O material obtido traz novas evidências sobre a relação entre Jeffrey Epstein, o então financiador condenado, e o príncipe Andrew, duque de York. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que o assessor de Andrew Mountbatten-Windsor, David Stern, manteve contato próximo com Epstein até pouco antes de sua prisão em 2019. Stern atuava no âmbito do Pitch@Palace, ligado ao Palácio de Buckingham.
Segundo os registros, Epstein solicitou a Stern que organizasse atividades para a namorada belarussa de 26 anos, Karyna Shuliak, e sua.friend Jen, em Londres, com instruções para encontro na estação Green Park e visita à troca da guarda. O roteiro incluía almoço e a necessidade de identificação, bem como um código de vestimenta formal. Epstein aprovou o itinerário.
As mensagens revelam que Stern descrevia-se como “sempre ao lado” de Epstein e, de fato, passou a operar como o elo entre Epstein e o príncipe. Em várias ocasiões, Stern administrava compromissos, passava mensagens e orientava Andrew em questões de negócios durante viagens internacionais.
As comunicações indicam que o relacionamento era mantido em meio a controvérsias públicas envolvendo Epstein e a família Windsor. Stern também tratava de assuntos empresariais, incluindo propostas de investimentos de alto nível, com Epstein sugerindo caminhos e Stern avaliando possibilidades com base no contato próximo com o príncipe.
Entre 2011 e 2016, Stern relatou ao Epstein atividades de agenda do príncipe, como visitas a Silicon Valley, China, Vietnã e encontros com executivos de peso. Em várias mensagens, Epstein dava instruções sobre quem o príncipe deveria conhecer e como se apresentar nesses encontros.
Ao longo do período, a relação de confiança entre Stern e Epstein permaneceu estável, mesmo com o aumento da atenção midiática sobre a associação com o Palace. Estudos de caso e comunicações posteriores reafirmam que Stern atuava como intermediário principal na rede de contatos.
Em outubro de 2015, Epstein mencionou o envio de convites para encontros com executivos de alto nível, com Stern relatando os progressos e confirmando a participação do príncipe. A troca de mensagens também mencionou encontros com investidores e figuras do setor financeiro.
As conversas mostram que a ponte entre Epstein e o Palácio de Buckingham permaneceu ativa até pelo menos 2018, com Stern informando Epstein de atividades recentes no Japão, Vietnã e Palau. Autoridades continuam avaliando o alcance dessas ligações e seus impactos.
Andrew Mountbatten-Windsor e Stern foram procurados para comentar, mas não houve resposta até o fechamento deste texto. A divulgação de tais documentos reforça questões sobre a extensão da relação entre Epstein e a família Windsor nos anos anteriores à prisão do empresário.
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