- O senador Ron Wyden (D-Oregon) enviou publicamente ao diretor da CIA uma carta não classificada que faz referência a uma carta classificada enviada anteriormente, descrevendo-a como contendo “preocupações profundas sobre atividades da CIA”.
- Wyden, que integra o comitê de inteligência do Senado e tem clearance de segurança, costuma sinalizar de forma vaga quando vê algo suspeito.
- O jornalista Spencer Ackerman relembra uma das ocasiões anteriores em que Wyden fez isso, em 2011.
- Segundo Ackerman, foi preciso Edward Snowden, dois anos depois, para revelar do que Wyden estava falando.
Sen. Ron Wyden, senador democrata do Oregon, enviou ontem ao diretor da CIA uma carta não classificada em resposta a uma correspondência previamente enviada à instituição, a qual descreveu como contendo preocupações profundas sobre atividades da agência. O gesto ocorre em meio a um padrão do senador de sinalizar, de forma indireta, quando percebe irregularidades.
Segundo Wyden, a carta não classificada faz menção a uma mensagem anterior classificada, cuja leitura ele não detalha publicamente. O senador, que integra o comitê de inteligência do Senado e mantém autorização de segurança, afirma apenas ter apresentado preocupações relevantes sem expor informações confidenciais.
A divulgação envolve, portanto, uma tentativa de comunicação entre o Legislativo e a agência de inteligência para enfatizar pontos que Wyden considera sérios. A natureza exata dessas preocupações não foi tornar pública, mantendo o foco na avaliação de atividades da CIA.
O relato sobre a iniciativa de Wyden vem à tona com referência a ocasiões anteriores em que ele recorreu a sinais públicos para indicar questões sensíveis. Um exemplo citado por Spencer Ackerman remete a 2011, e aponta que Edward Snowden, dois anos depois, revelou aspectos relacionados ao que Wyden sugeria.
A atuação de Wyden é acompanhada por analistas que destacam o papel do senador em manter transparência e responsabilidade em assuntos de segurança nacional. Não há, até o momento, confirmação de novas informações divulgadas pela CIA ou pelo Senado sobre o conteúdo das cartas.
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