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Projeto de anistia na Venezuela não aborda graves violações de direitos humanos

Parlamento da Venezuela inicia debate sobre anistia geral que exclui gravíssimas violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade e outros delitos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez. Foto: Efrain Gonzalez / Venezuelan Presidency / AFP
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  • O Parlamento da Venezuela discute nesta quinta a Lei de anistia para a convivência democrática, que excluirá graves violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade.
  • O texto de justificativa aponta que o perdão não abrangerá crimes como violências graves de direitos humanos, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas.
  • A proposta é da presidente interina Delcy Rodríguez e visa abrir caminho para um novo momento político, com reconciliação nacional.
  • A primeira discussão aborda o espírito da lei, antecedendo consulta à sociedade civil antes do debate artigo por artigo.
  • A iniciativa ocorre em meio ao contexto de libertação de presos políticos ordenada pela presidente e à maioria chavista no Parlamento, sendo a segunda anistia no governo do chavismo.

O Parlamento da Venezuela começou nesta quinta-feira 5 o debate sobre a lei de anistia geral, que excluirá graves violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade, conforme o texto de justificativa enviado pela presidente interina Delcy Rodríguez.

A única pauta da sessão da Assembleia Nacional prevê a primeira discussão da chamada Lei de anistia para a convivência democrática, com uma leitura inicial do espírito da norma e a orientação para consulta à sociedade civil antes do exame artigo por artigo.

Segundo o texto, os benefícios da anistia não atingirão crimes como graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas, mantendo o foco na reconciliação nacional.

Delcy Rodríguez articula a proposta como parte de um novo momento político, buscando consenso suficiente para aprovação unânime, segundo declaração do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da chefe de Estado.

O chavismo detém a maioria absoluta no Legislativo, o que sustenta a expectativa de aprovação. O tema marca a segunda anistia na era chavista, após a iniciativa de 2007 sob Hugo Chávez, em contexto de liberação de presos políticos iniciada em 8 de janeiro.

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