- Um inquérito britânico concluiu que as mortes de mais de 30 migrantes no pior desastre envolvendo embarcações no Canal da Mancha foram evitáveis.
- Vinte e sete pessoas morreram quando o dingue afundou durante o atravessamento, em novembro de 2021, e quatro corpos não foram encontrados.
- Apenas duas pessoas sobreviveram; uma delas disse que havia mais pessoas a bordo.
- O relatório responsabiliza principalmente contrabandistas que colocaram pelo menos trinta e três pessoas em uma embarcação inadequada e com equipamento de segurança deficiente.
- O presidente do inquérito afirmou que, embora haja questões, as travessias em barcos pequenos precisam acabar; o governo ressaltou melhorias desde 2021, como maior cooperação com a França e mais oficiais de busca e salvamento.
O inquérito sobre o pior desastre de migração na rota do Canal concluiu que as mortes de mais de 30 migrantes naquele naufrágio foram evitáveis. O incidente ocorreu em novembro de 2021, entre França e Reino Unido, em uma travessia de botes infláveis com destino à Grã-Bretanha.
Segundo o documento, 27 homens, mulheres e crianças morreram quando a embarcação perdeu o ar. Quatro corpos nunca foram encontrados, e apenas duas pessoas sobreviveram. Um sobrevivente afirmou haver mais gente a bordo.
O pedido de ajuda não recebeu resposta adequada de uma balsa da Marinha francesa, o que levou a decisões falhas por parte da guarda costeira britânica, disse o presidente do inquérito, Ross Cranston. Ele apontou ainda escassez de pessoal na Guarda Costeira Britânica.
Análise e responsabilidades
Cranston atribuiu a responsabilidade principalmente aos traficantes, que colocaram pelo menos 33 pessoas em uma embarcação inadequada e sem equipamentos de segurança suficientes. O relatório também criticou a gestão de busca e resgate por falhas sistêmicas.
O relatório destacou que a Guarda Costeira Britânica operava com deficiências de pessoal na época, o que dificultou as operações. A resposta francesa, segundo o documento, também apresentou falhas.
Uma porta-voz do governo britânico informou que houve melhorias desde 2021, incluindo cooperação mais estreita com a França e mais oficiais para operações de busca e resgate. Imran Hussain, do Refugee Council, ressaltou a importância de rotas seguras e legais para quem busca proteção.
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