- Autoridades mexicanas avaliam formas de enviar combustível a Cuba sem enfrentar tarifas dos EUA, diante de ameaça anunciada pelo governo americano.
- As conversas com autoridades norte-americanas buscam entender o alcance da ordem executiva que pode impor tarifas a países que forneçam óleo à ilha.
- Cuba depende de importações para cerca de dois terços de sua energia e enfrenta apagões e longas filas em postos de combustível.
- Em janeiro, o México interrompeu envios de petróleo cru e derivados sob pressão dos EUA; Washington avisou sobre tarifas a fornecedores de Cuba.
- Se houver acordo, o México poderia enviar um cargueiro com gasolina e outros itens de ajuda humanitária à ilha em poucos dias.
Mexicanos avaliam formas de enviar combustível a Cuba sem sofrer tarifas impostas pelos Estados Unidos, segundo fontes familiarizadas com o assunto. As autoridades buscam clareza sobre o alcance da ameaça de tarifas feita por Washington para países que forneçam petróleo à ilha.
As informações indicam que autoridades de alto nível do México têm mantido contato com contrapartes americanas para entender a possibilidade de entrega de combustível sem implicar sanções. Ainda não há decisão sobre a viabilidade da operação.
Cuba enfrenta apagões e longas filas em postos de combustível, dificultando a vida cotidiana. A ilha depende de importações para cerca de dois terços de sua energia, agravando a crise conforme bloqueios e tensões internacionais.
Em dezembro, o envio de petróleo venezuelano cessou após bloqueio de navios venezuelanos e a prisão do presidente Nicolás Maduro, o que ampliou a pressão sobre o México como maior fornecedor da ilha.
No entanto, em meados de janeiro, o governo mexicano interrompeu remessas de petróleo cru e de derivados sob pressão da gestão americana. Washington passou a ameaçar tarifas para países que enviem combustível a Cuba.
Há relatos de conversas quase diárias entre autoridades mexicanas e EUA para evitar sanções, mantendo o objetivo de ajudar o povo cubano sem desrespeitar a política externa mexicana.
Situação de Cuba
O governo cubano prepara um plano para enfrentar a crise de combustível, com detalhamentos a serem divulgados na próxima semana, diante da queda de importações e da necessidade de manter serviços essenciais.
Especialistas ressaltam que tarifas poderiam agravar ainda mais a crise humanitária em áreas como saúde, alimentação e transporte, conforme apontado pela comunidade internacional.
Progresso das negociações
Três das quatro fontes afirmaram que as conversas vêm avançando e há otimismo sobre a possibilidade de solução, caso haja acordo com os EUA. Uma alternativa considerada seria o envio de um cargueiro com gasolina, além de alimentos e demais suprimentos, sob pretexto de auxílio humanitário.
O governo mexicano, ligado ao partido Morena, mantém vínculos históricos com Cuba e enfrenta pressão interna para não abandonar Havana, mantendo o apoio à população cubana.
Contexto internacional
Nesta semana, o secretário-geral da ONU alertou para o risco de um colapso humanitário em Cuba sem suprimento de petróleo. As discussões buscam salvaguardar o bem-estar da população cubana sem violar acordos internacionais ou provocar escaladas.
Autoridades mexicanas não anunciaram uma decisão final, destacando que a prioridade é evitar tarifas e, ao mesmo tempo, atender às necessidades básicas de Cuba. O desfecho depende de negociações com os EUA e do alinhamento político interno no México.
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