- Lula critica o conselho de paz em Gaza proposto por Trump e diz que o Brasil pode participar se houver participação da Palestina e foco na reconstrução; ele vai a Washington na primeira semana de março para reunião com Trump.
- O Conselho de Paz lançado por Trump já teve 35 convites aceitos; Putin, da Rússia, e Netanyahu, de Israel, constam entre os participantes.
- Lula afirmou que não há assunto proibido na conversa com Trump, mantendo a soberania do Brasil como prioridade.
- Sobre Lulinha, Lula disse ter conversado com o filho sobre o suposto envolvimento em fraudes do INSS; a Polícia Federal investiga se ele atuou como sócio oculto do Careca do INSS, com pedido de quebra de sigilo.
- Lula mencionou encontro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o Banco Central fará investigação técnica e não haverá posição política, com foco na democracia venezuelana como objetivo de interesse, não como preocupação principal.
Em entrevista ao UOL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pode participar do Conselho de Paz proposto por Donald Trump para Gaza, desde que haja participação palestina e foco na reconstrução. Lula disse que o grupo não deve servir apenas como vitrine e criticou a ideia de um resort para reconstrução.
Lula disse ainda que pretende ir a Washington na primeira semana de março para uma conversa direta com Trump, sem temas proibidos, desde que a soberania brasileira seja preservada. O presidente destacou que a soberania é intocável e que o Brasil busca participação quando haja inclusão da Palestina.
O mandatário também tratou da situação na Venezuela, afirmando que a prioridade é a democracia e a melhoria da vida do povo, sem empenho específico em defender o governo de Nicolás Maduro. Lula ressaltou a importância do diálogo entre venezuelanos e norte-americanos para respeitar a democracia.
Lulinha e o INSS
O presidente confirmou ter conversado com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sobre as investigações de fraudes no INSS. Ele disse que advertiu o filho de que, se houver envolvimento, ele pagará o preço.
A Polícia Federal investiga menções a Lulinha em apurações sobre um esquema de descontos ilegais no INSS, envolvendo uma amiga ligada à operação Sem Desconto, realizada em dezembro. O relator da CPMI do INSS pediu a quebra de sigilo do filho de Lula.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foram citados por Lula em encontro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o presidente, Vorcaro alegou ser vítima de perseguição; o encontro contou ainda com Rui Costa e Vorcaro.
Banco Master e investigação
Lula afirmou que não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. A ideia é realizar uma avaliação técnica pelo BC, sem interferência política, para apurar as alegações. O objetivo, segundo ele, é esclarecer os fatos até as últimas consequências.
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