- O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o governo espanhol não será influenciado por oligarcas da tecnologia ao propor banir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais.
- A proposta também prevê processar executivos das plataformas por discurso de ódio veiculado nesses serviços.
- Pavel Durov, fundador do Telegram, criticou a medida, dizendo que a legislação obrigaria plataformas a coletar dados de usuários e a controlar o que eles veem.
- Elon Musk também criticou, em postagem no X, chamando Sánchez de “tirano” e “traidor” aos espanhóis.
- A Espanha segue exemplos de Reino Unido, Grécia e França, em um movimento de endurecimento regulatório, após a Austrália ter proibido o acesso de menores de 16 anos a redes sociais.
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez afirmou que o governo não será influenciado por oligárquias tecnológicas na proposta de proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A declaração ocorreu em Madrid, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro.
Sánchez também criticou o que chamou de disseminação de mentiras nos algoritmos das plataformas. A fala acontece no momento em que o governo avança com a ideia de responsabilizar executivos por discurso de ódio online.
Telegram, Musk e outros acionaram críticas ao projeto. Pavel Durov alegou que a legislação obrigaria plataformas a coletar dados de usuários e permitiria controle governamental sobre o conteúdo. Musk chamou Sánchez de tirano.
Contexto e desdobramentos
A proposta de Espanha acompanha movimentos de países como Reino Unido, Grécia e França, que discutem regras mais rígidas para redes sociais. A Austrália já avançou com medidas nesse sentido.
O governo espanhol argumenta que a regulação é necessária para proteger cidadãos de informações enganosas nas plataformas. A iniciativa também envolve debates sobre a privacidade e a retirada de anonimato.
Durov informou, via Telegram, que o projeto pode ampliar o poder de governos sobre usuários. A empresa dele foi mencionada como parte do esforço para esclarecer o uso de dados e a moderação de conteúdo.
O governo espanhol não detalhou prazos de implementação nem possíveis exceções. A imprensa acompanha as próximas fases do debate, com eventuais audiências e ajustes constitucionais.
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