- O tratado de desarmamento nuclear entre EUA e Rússia, o New Start, expirou na quinta-feira, cinco, sem acordo de extensão confirmado entre os governos de Donald Trump e Vladimir Putin.
- Com o fim do acordo, especialistas apontam incerteza sobre o retorno a uma corrida armamentista entre três potências: EUA, Rússia e China.
- O New Start, em vigor desde 2010 e renovado por cinco anos em 2021, limitava ogivas nucleares e sistemas de mísseis estratégicos de ambas as nações.
- Dados de think tanks indicam que Rússia e China expandem seus arsenais, enquanto os EUA reduziram alguns componentes, como SLBMs, durante a vigência do acordo.
- A pressão para incluir a China em negociações nuclear persiste, e analistas destacam que uma possível corrida armamentista dependerá de ações concretas das potências e de orçamentos nacionais.
O último tratado de desarmamento nuclear entre EUA e Rússia expirou nesta quinta-feira, 5, sem sinal claro de renovação. O New Start, válido desde 2010 e renovado em 2021 por mais cinco anos, encerra o acordo que limitava ogivas e sistemas de mísseis estratégicos.
A expiração reacende temores de uma corrida armamentista envolvendo três grandes potências: EUA, Rússia e China. O excesso de arsenal nuclear é visto como risco maior de dissuasão e conflitos, com impactos potenciais na segurança global.
Os EUA e a Rússia acumulam, juntos, a maioria das armas nucleares, enquanto a China tem avançado rapidamente seu arsenal. Pequim não participou do tratado e, segundo analistas, tem ampliado o número de plataformas e ogivas de forma acelerada.
Moscou chegou a propor extensão de apenas um ano sem permitir inspeções, condição rejeitada por Washington, que exige participação de Pequim. A China sustenta que não possui arsenal equiparável às demais potências.
Conforme o CSIS, a expiração não implica, por si só, na abertura de uma corrida arms race. O efeito depende de cada país adotar ações de aumento ou contenção de seus arsenais.
Dados do Council on Strategic Risks apontam crescimento heterogêneo: Rússia amplia sistemas com capacidades nucleares, China acelera mísseis de alcance intermediário, e EUA reduzem SLBMs enquanto fortalecem ICBMs.
O cenário atual sugere paridade entre EUA e Rússia em números, com a China emergindo como terceira potência nuclear relevante. Questões orçamentárias nacionais também moldam futuras decisões de investimento.
Ao olhar para a China, avaliações apontam que a expansão de suas instalações de produção de componentes nucleares aumenta preocupações internacionais. Washington pressiona pela inclusão de Pequim em negociações.
O conceito da “teoria dos três escorpiões” ganha relevância: com três potências nucleares, a dinâmica tripolar pode tornar crises mais complexas e aumentar riscos de escaladas. Especialistas destacam necessidade de diálogo contínuo.
Em síntese, a expiração do New Start não determina, de imediato, uma corrida armamentista, mas eleva a importância de acordos e transparência. A leitura atual aponta para um período de maior vigilância e incerteza estratégica.
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