- Cuba afirmou estar disposta a dialogar com os Estados Unidos, “sem pressão” e sem contrapartidas, mesmo em meio à crise econômica que a ilha enfrenta; o pronunciamento ocorreu em transmissão na televisão, rádio e YouTube.
- O presidente Miguel Díaz-Canel disse que houve campanhas de desinformação contra Cuba, mas que o país está aberto a diálogo sobre qualquer tema, desde que não haja pressão.
- O tema de possíveis conversas surgiu após semanas de retenções e ameaças dos EUA, especialmente desde a tomada de Nicolás Maduro, nações aliadas de Cuba.
- A Reuters informou que um cargueiro de gasolina, com 150.000 barris, terminou de carregamento, sugerindo possível envio de abastecimentos pela Venezuela à ilha.
- A economia cubana segue em queda, com racionamento, inflação, salários reduzidos e apagões, enquanto o governo prepara a população para enfrentar dificuldades; China e Rússia manifestaram apoio a Cuba.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país está disposto a dialogar com os Estados Unidos, desde que a conversa seja sem pressão nem condições prévias. A declaração ocorreu após meses de discurso agressivo de Washington contra Havana.
Díaz-Canel fez o pronunciamento em tom duro, diante de uma fotografia de Fidel Castro. O discurso foi transmitido pela televisão, rádio e YouTube, em meio a uma crise econômica que se agrava no país.
O governo cubano acusa campanhas internacionais de difamação e de guerra psicológica, enquanto sinaliza abertura para tratar de qualquer tema com Washington. A posição chega em meio a ameaças de alterações nas relações entre os dois países.
A lógica de dialogue sem condicionantes surge enquanto o governo cubano avalia a possibilidade de manter canais abertos, apesar da pressão externa conhecida desde o início de 2026, incluindo ações de política externa dos Estados Unidos.
O contexto econômico de Cuba envolve inflação elevada, salários reduzidos e frequentes interrupções de energia, com relatos de dificuldades de consumo e serviços básicos. Fontes locais indicam que a população enfrenta privações crescentes.
Autoridades cubanas sinalizam que, para enfrentar o cenário, serão adotadas medidas de curto prazo que exigem esforço, sem apresentar previsões de permanência. O objetivo é manter funcionamento institucional diante de tensões externas.
Ao comentar o tema, autoridades acrescentaram que o apoio internacional a Cuba, de países como China e Rússia, tem sido solicitado e recebido para fortalecer cooperação. O tom é de cooperação contínua com aliados regionais.
Entre na conversa da comunidade