- O primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, pediu ao presidente francês Emmanuel Macron acesso a documentos históricos e técnicos sobre a fronteira com a Tailândia, para ajudar a resolver o conflito.
- A carta, datada de quatro de fevereiro, também sinaliza acolhimento à expertise e ao apoio estratégico da França.
- A fronteira de 817 quilômetros foi mapeada pela França em mil novecentos e sete, quando o Camboja era colônia, com base na divisão de bacias hidrográficas.
- Entre os territórios disputados está o templo hindu Preah Vihear, conhecido pela controvérsia entre os dois países.
- Os conflitos voltaram a estourar em julho do ano passado, com trégua frágil seguida de novos choques em dezembro, levando a centenas de mortes e deslocamentos antes de uma nova trégua.
Cambodja pediu oficialmente à França que forneça documentos históricos para ajudar a resolver a disputa de fronteira com a Tailândia, com foco em evidências técnicas e históricas. A solicitação foi feita pelo primeiro-ministro Hun Manet, em carta ao presidente Emmanuel Macron, conforme a diplomacia cambojana.
O governo de Phnom Penh afirmou que receptividade francesa e apoio consultivo serão bem-vindos, destacando a importância de informações que possam esclarecer a linha fronteiriça desde o passado colonial. A Embaixada da França em Camboja e o Ministério das Relações Exteriores da Tailândia não responderam imediatamente a pedidos de comentário.
Pedido a França
Hun Manet solicitou acesso a documentos históricos e técnicos que possam estar sob a guarda francesa e que se relacionem com a fronteira. O governo ressaltou a vontade de manter o diálogo com Paris para avançar na resolução pacífica do litígio.
Contexto histórico da fronteira
A fronteira de 817 km foi traçada pela França em 1907, quando Camboja era colônia, com base em uma linha de drenagem natural que separa os dois países. A disputa envolve áreas com relevância histórica, incluindo o templo hindu Preah Vihear.
Repercussões e tensões
A tensão resultou em confrontos armados, com uma trégua frágil alcançada após intervenções internacionais e diplomacia regional. Em anos recentes, incidentes e desentendimentos continuaram a ocorrer, levando a novos cessar-fogos e negociações.
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