- A Barclays teria encerrado relações com a firma de lobby cofundada por Peter Mandelson, após escrutínio sobre os vínculos dos fundadores com Jeffrey Epstein.
- A Vodafone também informou que analisa o contrato de serviços de assuntos públicos com a Global Counsel, após as revelações sobre os vínculos de Mandelson com Epstein; o contrato atual de um ano vence em março e ainda não houve decisão sobre renovação.
- Mandelson afastou-se do Partido Trabalhista e foi demitido como embaixador dos EUA; emails sugerem relacionamento próximo com Epstein, gerando crise política para o premiê Keir Starmer.
- Os relatos dos arquivos do Department of Justice reabrem o escrutínio sobre a Global Counsel, com informações de que Mandelson compartilhava dados sobre a criação da firma com Epstein e que Wegg-Prosser teria conhecido Epstein em 2010.
- Outros clientes da Global Counsel incluem Palantir; Starmer pediu desculpas às vítimas de Epstein pela nomeação de Mandelson ao cargo de embaixador; Rokos Capital Management encerrou conversas com Mandelson sobre aconselhamento.
Barclays teria encerrado vínculos com a firma de lobby Global Counsel, cofundada por Peter Mandelson, após avaliações sobre as atividades dos sócios com Jeffrey Epstein. A Vodafone também informou que revisa seu contrato com a Global Counsel, firmado em 2010, em seguida às revelações sobre os laços do ex-ministro com Epstein.
Mandelson busca distanciar-se da consultoria diante do escândalo político provocado pela extensão de seus vínculos com Epstein. O ex-ministro trabalhista deixou o Partido Trabalhista no fim de semana, em meio às publicações que apontam relações próximas com o financiador do sex trap levantadas pela justiça dos EUA.
Os arquivos divulgados pela investigação do Departamento de Justiça dos EUA passam a concentrar críticas sobre Global Counsel. Segundo o Financial Times, a Barclays decidiu cortar o vínculo com a consultoria por frustrações com a gestão do interesse de Mandelson em manter participação na firma.
A Vodafone informou que o contrato atual, de um ano, encerra em março e que ainda não há decisão sobre a renovação. A empresa e a Barclays foram procuradas para comentar o tema. Rokos Capital Management também encerrou conversas com Mandelson sobre um eventual papel de consultoria, em razão dos vazamentos governamentais.
Entre os desdobramentos, surgem relatos de encontros entre Mandelson e Epstein, assim como e-mails envolvendo Global Counsel e Epstein. Investigações sobre o funcionamento da Global Counsel também envolvem o ex-cofundador Benjamin Wegg-Prosser, que teria feito contatos com Epstein em 2010.
Outras informações apontam que Global Counsel presta assessoria a clientes como Palantir, empresa de tecnologia com ligações a governos. O governo foi instado a tornar públicas informações sobre o papel de Mandelson em visitas estratégicas a mostradores da Palantir em Washington, em 2025, após sua nomeação como embaixador.
Keir Starmer afirmou que houve mentiras de Mandelson sobre o alcance de seus vínculos com Epstein, e pediu desculpas às vítimas. A situação envolve ainda a possível indicação de Mandelson a cargos de liderança em empresas, que não se confirmou até o momento.
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