- O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul dissolveu o parlamento em 12 de dezembro, tentando aproveitar o impulso do nacionalismo após os confrontos com o Camboja.
- A eleição geral de 2026 será um teste desse cálculo político, com a disputa entre Bhumjaithai, Partido Popular reformista e Pheu Thai.
- O Partido Popular reformista lidera as pesquisas, com Natthaphong Ruengpanyawut à frente; Anutin fica atrás em algumas sondagens.
- O acordo inicial com o Partido Popular desandou em dezembro, quando houve disputas no Parlamento e o pacto foi rompido; uma trégua com o Camboja foi fechada no fim de dezembro.
- Analistas avaliam que o resultado pode gerar um parlamento fragmentado, mantendo a possibilidade de Anutin governar, mesmo sem maioria.
O primeiro-ministro tailandês Anutin Charnvirakul dissolveu o Parlamento em 12 de dezembro, preparando o terreno para as eleições gerais. A aposta é que o nacionalismo, alimentado por clashes com Camboja no ano passado, fortaleça o apoio ao governo. A votação ocorre neste domingo em todo o país, num cenário de incerteza sobre engrossar alianças políticas.
A tônica é a fragmentação: três forças dominam as pesquisas — o atual Bhumjaithai, o Partido do Povo reformista e o articulador do movimento populista Pheu Thai. Nenhuma legenda parece capaz de obter maioria, o que pode manter o Parlamento dividido.
Cenário das pesquisas
O Natthaphong Ruengpanyawut, líder do Partido do Povo, lidera com cerca de 29% em uma sondagem recente, seguido por Anutin em torno de 22%. Em outra sondagem, Anutin fica em terceiro, atrás de Yodchanan Wongsawat, do Pheu Thai. Os números indicam disputa acirrada.
Anutin justifica a dissolução à época pela necessidade de consolidar apoio após a queda de uma coalizão, citando dificuldades para governar com uma maioria estreita. Ainda assim, o fim do acordo com o Partido do Povo encerrou promessas de reforma constitucional.
Contexto de segurança e milíndio político
Mesmo com o cessar-fogo no fronteira com o Camboja, os temas de nacionalismo e lealdade ao país ganham espaço na campanha. Analistas ressaltam que a pauta pode influenciar o desempenho das legendas, sem indicar a possibilidade de vitória clara de qualquer uma delas.
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