- O primeiro-ministro Keir Starmer confirmou que sabia, antes da nomeação, da relação de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein, e que Mandelson teria mentido sobre o contato.
- Mandelson passou por uma triagem em duas etapas: diligência inicial (propriedade e ética) e uma avaliação de apuração detalhada (developed vetting, DV) antes de ir para Washington.
- Na diligência, foram levantadas questões sobre ter ficado hospedado na casa de Epstein, mantido relação após a condenação e associação a uma iniciativa ligada a Ghislaine Maxwell.
- No DV, foram perguntados aspectos sensíveis — finanças, histórico sexual, viagens e relações pessoais — para verificar veracidade e possível vulnerabilidade a coerção. O resultado não é público.
- No governo, disseram ter confiança no processo e não há confirmação de medidas adicionais. MPs trabalhistas acusaram No 10 de curiosidade insuficiente; o debate também envolve a divulgação de documentos de Epstein.
O governo está sob pressão para tornar público como Peter Mandelson foi avaliado antes de sua nomeação como embaixador dos EUA, anunciada para dezembro de 2024. A divulgação de novos documentos amplia a relação entre Mandelson e Jeffrey Epstein e levanta dúvidas sobre o processo de checagem. A confirmação veio após o conhecimento público de ligações anteriores a Epstein, questionando a divulgação de informações pertinentes na época da nomeação. O objetivo é esclarecer o que foi considerado e por que houve discordâncias sobre o alcance das informações.
Segundo relatos, o primeiro estágio de verificação ocorreu no Gabinete do Primeiro-Ministro, com a equipe de integridade pública da cadeira de governo. Um documento com questões pendentes foi enviado a Downing Street antes da nomeação. Parte das informações já era pública, incluindo a estadia de Mandelson na residência de Epstein e uma amizade que se manteve após a condenação.
O então primeiro-ministro Keir Starmer afirmou ter conhecimento prévio da relação de Mandelson com Epstein. Segundo fontes de Downing Street, houve relatos sobre o vínculo mesmo após a condenação, que integraram o processo de avaliação. Mandelson foi questionado sobre contatos continuados com Epstein, visitas a casas durante a prisão e envolvimento com uma instituição ligada a Maxwell.
Processo de avaliação
O que se seguiu foi uma verificação em duas etapas. O primeiro estágio consistiu na diligência de conformidade, reunindo informações públicas para o atual ambiente de nomeação. O segundo estágio, mais reservado, verificou finanças, histórico sexual, viagens, relações pessoais e possíveis vulnerabilidades a coerção.
Ainda não há confirmação pública sobre o resultado final do segundo estágio, realizado de forma confidencial. A avaliação serviu para decidir se Mandelson recebia o sinal verde para representar os EUA. Não houve divulgação de mitigação específica adotada.
Perguntas adicionais e críticas
No 10 afirmou manter a confiança no processo de avaliação, mas não revelou se houve pedido para acesso a documentos da Justiça dos EUA ou se houve consulta aos documentos divulgados sobre Epstein antes da nomeação. Críticos alegam falta de curiosidade por parte de autoridades britânicas.
A oposição apontou que outros departamentos poderiam ter verificado informações adicionais. Alegações de incompletude surgem à medida que novos documentos apontam um quadro mais complexo da relação Mandelson-Epstein. As informações oficiais permanecem limitadas às declarações disponíveis.
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