- O ministro da Energia da Ucrânia alertou que os desligamentos programados podem piorar e que ataques russos podem mirar novamente a rede de energia.
- Mais de duzentas equipes de emergência atuam em Kyiv para restabelecer o aquecimento em edifícios; não há aquecimento em mais de 1.100 imóveis.
- Há risco de piora nos horários de corte de energia, devido ao último ataque e a déficits de geração; ataques russos devem seguir na próxima semana.
- O governo informou que recebeu centenas de geradores, com apoio de países europeus e do UNICEF; desde o início do ano já foram registrados 217 ataques à energia.
- Zelenskiy disse que a situação em Kyiv é pior e que recursos estão sendo redirecionados para a capital e para Kharkiv, com foco de drones e mísseis na infraestrutura energética.
O ministro da Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, alertou nesta quarta-feira sobre a possibilidade de novos cortes de energia e de que forças russas podem realizar um novo ataque aéreo para piorar a desativação das redes de energia e aquecimento. O anúncio foi feito em Kyiv, após uma reunião ministerial.
Desde o início do ano, equipes de emergência trabalham para restabelecer o aquecimento em áreas afetadas. Em Kyiv, mais de 200 brigadas atuam na recuperação de prédios, com mais de 1.100 imóveis ainda sem aquecimento, segundo autoridades locais.
Shmyhal afirmou, por meio do Telegram, que a situação no setor permanece difícil e que os cronogramas de cortes de energia podem piorar devido ao recente ataque e à capacidade de geração ainda insuficiente. A expectativa é de que algumas construções recebam energia por 18 horas diárias.
Desdobramentos na rede
Segundo a primeira-ministra Yulia Svyrydenko, já foram registrados 217 ataques russos contra o sistema energético da Ucrânia desde o início do ano. Ela ressaltou esforços de apoio, incluindo centenas de geradores fornecidos por países europeus e pela UNICEF.
O presidente Volodymyr Zelenskiy disse que a situação em Kyiv é pior que em outras cidades e que recursos estão sendo redirecionados para a capital, com apoio adicional a Kharkiv, a segunda maior cidade. A fala ocorreu em seu endereço noturno.
Apoio internacional
Zelenskiy mencionou que a ofensiva de Moscou incluiu drones e um recorde de mísseis balísticos, voltada a instalações energéticas, na véspera de negociações sobre paz envolvendo Rússia e Estados Unidos. As informações são da Reuters.
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