- Um cirurgião cardiotorácico, anteriormente proibido pelo Conselho Médico de NSW de realizar cirurgias complexas, foi nomeado para posição clínica sênior de segurança em Queensland Health.
- Dr. Michael Byrom foi designado como inaugural líder médico cirúrgico pela Clinical Excellence Queensland, com foco em qualidade, segurança e eficiência da saúde.
- O papel inclui liderar a criação do Comitê de Garantia de Qualidade Cirúrgica para identificar e enfrentar problemas sistêmicos que causem morbidade e mortalidade cirúrgicas evitáveis.
- Em dois mil e vinte, o Byrom teve condições impostas à sua inscrição médica para proteger o público, ficando restrito a procedimentos simples e sem supervisão de estudantes, passando por supervisão e retraining.
- A Queensland Health afirmou que Byrom foi contratado após processo de recrutamento rigoroso, sem condições vigentes sobre sua prática, e que sua experiência em cirurgia cardiotorácica e governança clínica é valorizada.
O médico cirurgião cardiotorácico Michael Byrom, previamente proibido de realizar grandes cirurgias cardíacas e pulmonares pela Medical Council of NSW, foi nomeado para um cargo sênior na saúde de Queensland. A designação ocorreu na última segunda-feira, anunciada pela vice-diretora-geral da Clinical Excellence Queensland, Dr. Helen Brown.
Byrom foi escolhido para atuar como líder médico cirúrgico inaugural da organização, que atua na qualidade, segurança e eficiência dos cuidados de saúde. A nomeação prevê a criação do Comitê de Garantia da Qualidade Cirúrgica para identificar e enfrentar problemas sistêmicos que contribuam para morbidade e mortalidade cirúrgicas evitáveis.
Em 2020, o Conselho Médico de NSW impôs condições à sua habilitação, com o objetivo de proteger o público. Restringiram-no a procedimentos simples e proibiram a supervisão de estudantes de medicina. Também houve exigência de supervisão e retraining em habilidades técnicas, julgamento clínico e comunicação.
As condições decorriam de um período de quatro anos de investigação de incidentes clínicos no Royal Prince Alfred Hospital, em Sydney, motivada por denúncias de ex-colegas sobre óbitos pós-operatórios. Byrom contestou as alegações, dizendo que eram motivadas por maldade de ex-sócios.
Na ocasião, Byrom aceitou as condições e afirmou à imprensa que as queixas eram infundadas. A avaliação da Medical Council apontou resultados de cirurgias compatíveis com colegas, sem evidência de risco à segurança dos pacientes. As restrições incluíram a proibição de supervisão de residentes por tempo determinado.
Concluída a vida útil das condições, Byrom completou a retraining e não havia mais impedimentos em sua prática. Um porta-voz da Queensland Health informou que a nomeação ocorreu após um processo de recrutamento rigoroso, com checagens de antecedentes e transparência.
Segundo a assessoria, Byrom não possui mais restrições à prática. A entidade ressaltou a experiência dele em cirurgia cardiotorácica, melhoria da qualidade cirúrgica e governança clínica, destacando a relevância para a atuação regional.
Especialista em saúde pública, a professora Marie Bismark, comentou que complicações médicas costumam ser resolvidas sem ação regulatória formal. Ela ressaltou que explicações sobre mudanças desde as restrições podem ser esperadas pela população.
A Queensland Health declarou que a nomeação visa fortalecer a qualidade e a segurança dos serviços, mantendo o foco na proteção ao paciente e na melhoria contínua.
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