- Vijay Prashad, que coescreveu dois livros com Noam Chomsky, escreveu uma carta condenando a amizade entre o linguista e Jeffrey Epstein após a divulgação de novos documentos.
- Prashad disse estar “desolado” ao tomar conhecimento das correspondências entre Chomsky e Epstein e afirmou que não há defesa para a relação.
- Os novos arquivos revelam o vínculo social entre os dois; entre as mensagens, Chomsky mencionou estar “fantasiando sobre a ilha caribenha”.
- Chomsky, embora tenha admitido conhecer Epstein, disse que a relação envolvia principalmente questões financeiras; não houve resposta imediata dele ou da porta-voz Valeria Chomsky.
- Segundo os relatos, Epstein pediu orientação a Chomsky em 2019 sobre como lidar com a pressão da imprensa; a divulgação de documentos continua a trazer detalhes sobre a relação.
Vijay Prashad, escritor e diretor do Instituto Tricontinental, escreveu uma carta condenando a relação entre Noam Chomsky e Jeffrey Epstein, após a divulgação de novos documentos que revelam a proximidade entre ambos. O texto de Prashad expressa repulsa diante de Epstein e de qualquer vínculo com o linguista, de 97 anos.
Segundo o autor, não há defesa possível para a amizade com Epstein e ele afirma ter ficado profundamente consternado com as comunicações reveladas. Prashad acrescenta que não tinha conhecimento prévio dessa relação quando colaborava com Chomsky em dois livros.
Chomsky, professor emérito do MIT, não se pronunciou publicamente sobre as revelações mais recentes. Já havia reconhecido conhecer Epstein, mas disse que a relação dizia respeito principalmente a questões financeiras. A universidade de Arizona informou que ele está em licença médica não remunerada desde outubro de 2023.
Novos documentos e reações
Os documentos recém-divulgados ampliam as evidências de vínculos sociais entre Chomsky e Epstein. Entre as mensagens divulgadas, surge uma em que Chomsky sinaliza que estava ciente de debates sobre Epstein, sem explicar o contexto completo.
Em 2019, Epstein enviou a um assessor uma mensagem em que afirmou ter recebido orientação de Chomsky sobre como lidar com a pressão midiática. A resposta de um interlocutor sugeriu manter a estratégia atual, diante da comoção pública.
Ainda não houve confirmação sobre a autenticidade de todas as mensagens ou sobre a natureza exata desses encontros. A situação envolve debates sobre a conduta de Epstein e a avaliação de envolvimentos de figuras públicas com a reputação de Chomsky.
A divulgação ocorre em meio ao escrutínio contínuo sobre Epstein, que morreu em prisão federal em 2019, após enfrentar acusações de tráfico sexual. O caso ganhou novas atenções quando autoridades passaram a publicar mais documentos sobre a rede de contatos do condenado.
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