- Fotografias de satélite mostram lápides removidas e solo revolvido no Gaza War Cemetery, onde estão enterrados mais de 250 australianos, a maioria da Segunda Guerra Mundial, com danos principalmente na região sul do cemitério.
- O governo australiano prometeu reparar os túmulos afetados assim que for seguro, mas disse que a reconstrução completa pode levar meses ou anos.
- A área permanecerá inacessível enquanto persistirem hostilidades em Gaza, o que pode retardar a proteção e restauração das sepulturas.
- A Commonwealth War Graves Commission e o Office of Australian War Graves expressaram preocupação com os danos e reafirmaram o compromisso de restaurar as sepulturas assim que possível.
- Segundo Essam Jarada, ex-cuidador do cemitério, dois bulldozer atuaram em abril e maio de 2025, com trabalhos que chegaram a áreas internas ao cemitério onde ficam as sepulturas australianas.
O governo australiano afirmou que irá reparar as sepulturas de soldados australianos no Cemitério de Guerra de Gaza, após imagens de satélite e relatos indicarem que as tumas foram removidas e o solo perturbado por operações militares. O site fica no sul de Gaza, na área de Tuffah, e abriga mais de 250 militares australianos, principalmente da Cavalaria Ligeira da Primeira Guerra Mundial.
Segundo o Departamento de Assuntos dos Veteranos da Austrália, houve danos significativos ao cemitério, com respeito às sepulturas australianas. A Comissão de Sepulturas de Guerra da Commonwealth planeja estabilizar e restaurar as lápides assim que for seguro atuar, mas a reconstrução completa pode levar tempo.
A organização Returned & Services League of Australia confirmou que monitorará a situação e trabalhará com autoridades para reconstruir as sepulturas quando o acesso for possível. A instituição ressalta o valor simbólico dos túmulos para familiares e para a memória nacional.
Um ex-cuidador do cemitério, Essam Jarada, afirmou ter testemunhado dois avanços de máquinas de terraplanagem em abril e maio de 2025. Ele descreveu remoções ao redor do muro e dentro do cemitério, com terutama áreas de tumbas australianas.
O IDF afirmou que as operações ocorreram em uma zona de combate ativo, justificando medidas defensivas para proteger tropas. Segundo a mensagem, infraestrutura terrorista foi localizada no cemitério e nas proximidades, sendo desativada pelas forças.
O professor Peter Stanley, historiador da UNSW Canberra, destacou a importância emocional dos cemitérios de guerra para a Austrália e reconheceu as dificuldades humanitárias do conflito. Ele afirmou que danos às sepulturas são uma preocupação nacional.
A Comissão de Sepulturas de Guerra da Commonwealth manifestou grande preocupação com os danos extensos, incluindo lápides, muros e instalações. A organização alerta que é improvável a entrada em Gaza por algum tempo, o que dificulta a proteção dos sítios.
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