- A hospital de Townsville investiga uma suposta violação de privacidade após Joanna Howe divulgar imagem de um feto de 16 semanas, dizendo ter sido tirada na Butterfly Room para pais enlutados.
- Howe afirmou ter recebido a imagem de um suposto whistleblower na Queensland; o Instagram bloqueou a exibição automática da imagem por ser potencialmente perturbadora.
- Em um segundo vídeo, Howe publicou informações médicas de desfechos de nascimento extraídas de registros do hospital, com nomes ocultados, mas dados visíveis poderiam identificá-los; ela mencionou a criança chamada Amira/Mira.
- Profissionais de saúde criticaram a postagem de material sensível durante um momento de luto; o presidente da Royal Australian and New Zealand College of Obstetricians and Gynaecologists classificou a ação como deplorável.
- O serviço de saúde de Townsville disse estar ciente das publicações e investiga a suposta violação de confidencialidade; Howe afirmou que “o mundo precisa ver o rosto do bebê Samuel”.
Um hospital de Townsville está investigando uma possível violação de privacidade após a divulgação de conteúdo sensível por uma ativista antiaborto. Joanna Howe afirmou ter recebido a imagem de uma suposta fonte anônima.
A imagem mostra um feto de 16 semanas e teria sido obtida supostamente dentro da Butterfly Room, espaço de luto para famílias. Howe disse que o feto nasceu vivo após o aborto, porém não apresentou evidências para sustentar a alegação.
A postagem inicial foi feita em vídeo nas redes sociais, já com o conteúdo removido ou restrito pela plataforma. A rede social informou que o conteúdo poderia ser perturbador para algumas pessoas.
Investigação e resposta oficial
Em segundo vídeo, Howe divulgou dados médicos de vários desfechos de nascimento, incluindo data, hora, sexo, peso ao nascer, medicamentos usados e eventual lesão à mãe, obtidos de registros internos do hospital. Os nomes foram parcialmente ocultados, mas informações ainda poderiam identificar pacientes.
O hospital e serviço de saúde de Townsville confirmaram que estão cientes das postagens e da alegação de violação de confidencialidade, e que a investigação está em curso. A direção reforçou o compromisso com a privacidade de pacientes e funcionários.
Especialistas e autoridades de obstetrícia tem se posicionando sobre o tema, destacando que alegações sobre fetos nascidos vivos após abortos costumam ser enganosas e exigem verificação cuidadosa. Médicos enfatizam sensibilidade ao lidar com famílias em luto.
Kieran Keyes, chefe executivo do hospital, afirmou que a privacidade está sendo tratada com seriedade e que não haverá negligência na apuração. A instituição não divulgou prazos para conclusão do inquérito.
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