- Senhores ucranianos e russos se reúnem em Abu Dhabi para a segunda rodada de negociações, com participação de Washington, Kyiv e Moscou.
- Rússia lançou o que chamou de ataque mais poderoso do ano contra instalações energéticas da Ucrânia, com 71 mísseis e 450 drones; Kyiv confirmou ferimentos e uma morte em Zaporizhzhia.
- Zelenskyy afirma que os ataques violaram o acordo com os Estados Unidos de não atacar sistemas energéticos no inverno; cerimônia de cessar-fogo não foi cumprida até a data prevista.
- Temperaturas extremas atingiram o país, com Kyiv a −19°C e Kharkiv a −23°C; mais de 1.100 imóveis sem aquecimento em Kyiv.
- O líder da Otan, Mark Rutte, disse que os ataques não demonstram seriedade pela paz; Kyiv exige garantias de segurança vinculantes, enquanto autoridades russas reportam vítimas em Nova Kakhovka.
Senior acordo entre Ucrânia, Rússia e potências ocidentais avançará em Abu Dhabi com negociações marcadas para quarta e quinta-feira, segundo autoridades envolvidas. O encontro é descrito como continuação de formato anterior: participantes de Kyiv, Moscou e Washington, sob mediação de representantes dos EUA. As expectativas, contudo, são cautelosas.
Na véspera, a Rússia realizou o que Kiev classificou como ataque energético mais contundente do ano, com 71 mísseis e 450 drones de ataque. A capital registrou seis feridos; Zaporizhzhia sofreu morte de dois adolescentes e pelo menos 11 feridos. O Ministério da Defesa russo informou ter alvo atingido o complexo industrial militar ucraniano e instalações de energia.
A Presidência ucraniana informou que a ofensiva violou acordos com Washington para evitar ações contra o sistema energético em pleno inverno. A sequência de ataques ocorre enquanto as negociações recomeçam, com o foco em cessar-fogo, garantias de segurança e compromissos duradouros entre as partes.
Temperaturas extremas atingiram Kyiv, Kharkiv e outras regiões, com -19°C na capital e -23°C em Kharkiv. Mais de 1.100 residências ficaram sem aquecimento em Kyiv, segundo o ministro da Reforma, Oleksiy Kuleba. Zelenskyy destacou que novos ataques dificultam o trabalho diplomático.
Durante uma coletiva com Zelenskyy, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que ataques russos não demonstram seriedade de paz. Rutte afirmou que a Ucrânia está pronta para avançar para um acordo aceitável, desde que haja compromissos vinculantes de segurança. Em discurso à parlamento ucraniano, ele sinalizou que qualquer acordo exigirá escolhas difíceis.
Zelenskyy ressaltou que a adesão à União Europeia é parte de garantias de segurança, mas enfatizou a importância de o que os aliados europeus e os EUA farão em caso de novas ofensivas russas. Rutte concordou com a necessidade de garantias firmes e disse que futuras ações de cessar-fogo dependerão de compromissos robustos.
Segundo relatos, autoridades ocidentais discutem uma resposta militar coordenada entre EUA e Europa diante de violações repetidas de eventuais cessar-fogos. A previsão é de que Kiev continue a buscar garantias de defesa robustas em caso de agressões futuras.
Autoridades russas afirmaram que incidentes de disparos em Nova Kakhovka, citando dano a edifícios públicos e comerciais, foram provocados por disparos ucranianos. Nova Kakhovka, controlada por forças russas desde o início de 2022, foi alvo de confrontos relevantes na região.
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