- Procuradores franceses ampliaram a investigação sobre a plataforma X, de Elon Musk, e convocaram o magnata para depor em abril, em Paris.
- O inquérito, iniciado em janeiro de 2025, apura abusos de algoritmos e extrair dados de forma fraudulenta.
- A ampliação ocorreu após denúncias relacionadas ao chatbot de IA Grok da X.
- As condutas investigadas incluem complicidade na posse e divulgação de imagens de menores de natureza pornográfica.
- Também entram em pauta fabricação de deepfakes com conteúdo sexual, negação de crimes contra a humanidade, fraude na extração de dados por grupo organizado e operação de plataforma online ilegal.
Paris, 3 de fevereiro — Procuradores franceses anunciaram a expansão de uma investigação sobre a plataforma X, de Elon Musk, para incluir novos indícios de conduta e requereram a oitiva do bilionário em abril. A apuração, iniciada em janeiro de 2025, foca em abusos de algoritmos e extração de dados, e foi ampliada após denúncias envolvendo o chatbot Grok.
A Justiça francesa afirma que os novos elementos indicam possíveis crimes envolvendo a plataforma, entre eles abuso de dados e funcionamento de sistemas automatizados por grupos organizados. A equipe de cibercrime da Procuradoria participa da continuidade do caso, que já envolve múltiplas linhas de investigação.
Entre as possíveis infrações listadas estão crimes contra imagens de menores, incluindo posse e distribuição de material pornográfico infantil. Também constam acusações de difamação por meio de deepfakes com conteúdo sexual, além de neopri nce de negacionismo de crimes contra a humanidade.
A lista de indícios abrange ainda fraudes na extração de dados de sistemas automatizados por grupos organizados e falsificação de operações nesses mesmos sistemas. A procuradoria ressalta que a apuração envolve o funcionamento de uma plataforma online operada por uma organização estruturada.
A investigação, conduzida pela autoridade francesa, já resultou em buscas relacionadas ao escritório de Musk na França e no uso de algoritmos usados pela plataforma X. As autoridades não divulgaram novas datas ou detalhes sobre os depoimentos previstos para abril.
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