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Música e dança marcam funerais de manifestantes iranianos

Funerais em tom festivo com música e dança desafiam a teocracia iraniana, sinalizando resistência após os protestos que deixaram milhares de mortos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Iranians at an anti-government protest in Tehran on 8 January.
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  • Funerais de iranianos mortos nos protestos incluíram música pop alta e danças, vistos como demonstração de desfecho ao regime.
  • Relatos indicam que famílias pagaram valores elevados para liberar corpos, e em alguns casos a liberação ocorreu apenas com declarações associando o falecido ao Basij.
  • Estimativas apontam até trinta mil mortos nas manifestações que começaram no fim de dezembro e se espalharam pelo país, com números possivelmente maiores.
  • Vídeos nas redes sociais mostram mulheres dançando e cantando em espaços públicos, interpretados como desafio aos preceitos religiosos da teocracia.
  • Analistas dizem que os funerais representam resistência à ordem religiosa e transformam o luto em criatura de persistência no confronto ao regime.

Irãs têm celebrado funerais de protestantes com música alta e dança, em vez de luto contido, em uma reação considerada por analistas como desafio à teocracia no poder. Os enterros, realizados após as mortes ocorridas nas manifestações desde o fim de dezembro, aparecem como demonstração de resistência ao regime.

Relatos apontam que muitas famílias enfrentaram dificuldades para liberar os corpos de necrotérios oficiais, chegando a pagar valores elevados. Em alguns casos, as famílias teriam assinado declarações vinculando os falecidos a milícias pró-regime, segundo relatos não verificados de fontes próximas às vítimas.

Milhares de pessoas teriam sido mortas nas protestos que se espalharam pelo país, com estimativas que variam e chegam a 30 mil ou mais. Autores e sociólogos destacam que os funerais ganham um tom de rebeldia, marcando uma ruptura com a religiosidade tradicional associada à repressão estatal.

Ritmo de festa como mensagem política

Vídeos de velórios circulam em redes sociais, mostrando cenas de alegria pública: mulheres sem véu completo, radiofones tocando músicas populares e danças ao ar livre. Observadores descrevem que a velocidade da celebração contrasta com a supervisão religiosa vigente.

Observadores destacam que o formato busca registrar a personalidade do falecido e o modo como viveu, em vez de manter a gramática do luto tradicional. Em muitos momentos, a celebração é apresentada como forma de manter a memória do falecido em movimento, ao invés de manter a comoção contida.

Analistas apontam que esse comportamento ritual serve de símbolo: a música e a dança aparecem como elementos que desafiam normas religiosas impostas. A prática sugere uma visão de mundo contrária à narrativa oficial que envolve a definição de protestos como ataques e traidores.

Contexto histórico e referências simbólicas

Especialistas citam a figura de Majidreza Rahnavard, executado em 2022, como inspiração para atos públicos que valorizam a celebração em vez do luto rígido. A memória do jovem de 23 anos é associada a um legado de resistência que se manifesta nos velórios como espaço de expressão coletiva.

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