- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o presidente Lula quer zerar as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em reunião com Donald Trump, prevista para março.
- Hoje, as exportações brasileiras para os EUA têm tarifa de 10%, após recuo de 40%; alguns itens ainda ficaram de fora do recuo e a indústria enfrenta tarifa de 50%.
- A estratégia é ampliar o foco na redução de tarifas para produtos agrícolas e para a indústria.
- A viagem de Lula a Washington tem origem em um telefonema de cerca de cinquenta minutos com Trump, em 26 de janeiro, que definiu a reunião.
- Em outra frente, Lula reclamou da ausência de uma cadeira para a Palestina no conselho de paz criado por Trump e discutiu a situação da Venezuela; Alckmin manteve contatos com lideranças internacionais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o presidente Lula (PT) quer zerar as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, demonstrando esse objetivo na reunião prevista com o presidente Donald Trump, em março. A declaração ocorreu nesta terça-feira (3).
Segundo Alckmin, o Brasil reduziu o tarifaço de 37% da exportação para 22% e hoje a ideia é zerar as tarifas. Ele ressalta que não há motivo para manter tarifas. A fala ocorreu após o recuo recente das tarifas em 10%.
Ainda conforme o relato, o foco para zerar tarifas está em produtos agrícolas e na indústria, que, no momento, enfrenta tarifas de até 50%. Alckmin é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A viagem de Lula a Washington nasceu de um acordo consolidado em telefonema de cerca de 50 minutos, em 26 de janeiro. A conversa também tratou da ausência de uma cadeira para a Palestina no novo conselho de paz e da situação da Venezuela.
Em paralelo, dois dias após o telefonema, Alckmin assumiu a presidência e ligou para o vice da China, Han Zheng. A nota oficial afirmou preocupação com a taxa de 55% sobre a carne bovina brasileira.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está em viagem ao Oriente Médio, buscando manter laços com Israel e Bahrein. A atuação busca apoio de lideranças conservadoras internacionais, segundo relatos de sua equipe.
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