- Funcionários do Washington Post enviaram três cartas a Jeff Bezos pedindo preservar a cobertura estrangeira, local e da Casa Branca para evitar demissões.
- As mensagens chegaram em 25 de janeiro, dois dias depois e no fim de semana anterior; até o momento, Bezos não respondeu.
- Os empregados lançaram vídeos nas redes sociais com o movimento “#savethepost” e há protesto previsto em frente à redação na quinta-feira.
- A Post não comentou os rumores de cortes; Will Lewis teve envolvimento em algumas comunicações internas, enquanto Matt Murray manteve conversas privadas com jornalistas.
- Vários jornalistas destacaram o silêncio de Bezos sobre os cortes e sobre ações anteriores na gestão do jornal, curvando-se a críticas sobre a condução da empresa.
Jeff Bezos, proprietário do Washington Post, permanece em silêncio enquanto funcionários da redação se preparam para possíveis demissões que poderiam redesenhar o jornal. Atividades de cobrança foram enviadas por funcionários ao dono, pedindo proteção do conteúdo e das equipes.
Três cartas assinadas por trabalhadores foram enviadas ao empresário desde 25 de janeiro, cada uma solicitando preservar áreas sensíveis como a cobertura internacional, a local e a Casa Branca. Os pedidos destacam impactos significativos para a região de DC e para o público leitor.
Os relatos indicam que Will Lewis, CEO do Post, está envolvido em discussões com a redação, mas Bezos não respondeu aos pedidos. Matt Murray, editor-chefe, mantém conversas privadas com jornalistas, segundo fontes próximas à redação.
Funcionários descrevem o clima no jornal como funerário, esperando as reduções nas próximas semanas. Um movimento de protesto está marcado para ocorrer em frente à sede do Post, com ações de leitores e funcionários visando chamar atenção para a possível reestruturação.
A imprensa acompanha ainda a atuação de um sindicato que representa grande parte dos colaboradores, que usou as redes sociais para cobrar posição de Bezos. O grupo questiona como as decisões de liderança podem afetar o alcance da cobertura local e nacional.
Entre as questões em aberto, permanecem as referências a uma invasão domiciliar de uma repórter do Post em janeiro, cuja repercussão ampliou a cobrança por transparência. A direção do jornal não confirmou nem comentou as demissões previstas.
Outros temas ligados ao executivo aparecem na pauta pública: críticas ao posicionamento estratégico do Post sob Bezos, incluindo mudanças editoriais. A relação entre o dono e o jornal é observada com atenção por leitores e pela indústria.
No âmbito corporativo, Bezos tem se mantido envolvido em outras frentes, como atividades com a empresa de exploração espacial Blue Origin, em que participou de encontros oficiais recentemente. A situação do Post, porém, permanece sem anúncio oficial.
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