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Como Epstein teve acesso privilegiado ao futuro político do Reino Unido

E-mails indicam que Mandelson repassou informações a Epstein, antecipando a renúncia de Gordon Brown e provocando oscilações no câmbio e nos mercados

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Gordon Brown (left) on 11 May 2010, shortly before resigning as prime minister. Peter Mandelson (right) is believed to have tipped off Jeffrey Epstein.
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  • Email atribuído a Peter Mandelson a Jeffrey Epstein dizia “Finally got him to go today” e mencionava a renúncia de Gordon Brown, além de deixar entrever sinais sobre o futuro político e movimentos de mercado.
  • Naquele dia, a libra subiu mais de dois centavos para 1,505 dólar, antes de perder o ganho após o anúncio e as negociações de coalizão entre o Trabalhismo e os liberais democratas.
  • O episódio ocorreu em meio à volatilidade cambial gerada pela eleição de maio e pelas incertezas sobre o governo no país.
  • Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontam que Epstein pode ter recebido informações sobre um pacote de resgate da zona do euro de €750 bilhões (com aporte do Fundo Monetário Internacional).
  • Keir Starmer pediu à polícia que investigasse as supostas informações privilegiadas, com preocupação de abuso de poder público e necessidade de reformas na condução de política.

Em maio de 2010, Gordon Brown anunciou sua renúncia como primeiro-ministro do Reino Unido, após uma eleição geral complexa que não abriu maioria estável. O anúncio ocorreu na Downing Street e surpreendeu o cenário político, com decisões de coalizão já em curso nos dias anteriores.

Segundo os documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA, Epstein, um financista conhecido, foi informado de forma irregular sobre a situação britânica por alguém ligado ao governo britânico. A comunicação parcial indicava que Epstein receberia informações privilegiadas sobre o futuro político do país.

A divulgação incluiu um possível timing de movimentos que afetariam também os mercados globais. Naquele dia, o pound oscilou, ganhando alguns pontos ao início das negociações, mas fechou com volatilidade diante de incertezas sobre o governo de Brown e as negociações com a Lib Dems.

Repercussões no mercado e na política britânica

Poucos dias depois, a libra recuou em meio a temores de um parlamento pulverizado. No entanto, no dia seguinte, o cenário mudou quando as negociações entre Lib Dems e Tories levaram David Cameron ao No 10, alterando o panorama político.

As informações supostamente repassadas a Epstein também acompanharam a crise da zona do euro, com ministros da UE negociando um resgate de 750 bilhões de euros, mais 250 bilhões financiados pelo FMI, para sustentar a moeda comum.

Dados do mercado indicam que o euro reagiu rapidamente ao anúncio do pacote de resgate, enquanto operaram com maior volatilidade ativos ligados à zona do euro. Analistas destacaram o estreito alinhamento entre decisões políticas e movimentos cambiais.

Políticos britânicos e autoridades antissuborno pediram investigações sobre a possível divulgação de informações sensíveis. Entidades de combate à corrupção defenderam apuração rigorosa para manter a confiança pública, especialmente durante crises financeiras.

O caso envolve, entre outros, o então ministro do Comércio e Subsequentemente membro da Câmara dos Lordes, que se afastou do cargo, e outros agentes que teriam acesso a informações de alto impacto. As autoridades informaram que a investigação continua, com foco em condutas inadequadas de poder durante períodos de instabilidade.

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