- Advogada da segunda mulher acusa Epstein de enviá-la ao Reino Unido para um encontro com o príncipe Andrew, ocorrido em 2010, com a suposta passagem pela Royal Lodge e tour pelo Buckingham Palace.
- Os representantes legais da mulher, que tinha cerca de vinte anos na época, pedem que os advogados do rei apresentem um pedido de desculpas real em boa fé.
- Brittany Henderson, também da firma, afirma que “a influência de Andrew vem da família real” e que há conhecimento público sobre envolvimento dele com Epstein e Maxwell.
- Documentos mostram e-mails entre a ex-duquesa de York, Sarah Ferguson, e Epstein, além de menções às princesas Beatrice e Eugenie, em meio a mensagens sobre negócios, ajuda financeira e encontros.
- Mountbatten-Windsor nega ter tido relação sexual com Virginia Giuffre aos 17 anos, tendo chegado a um acordo civil sem admitir responsabilidade; a Casa Real enfatiza apoio às vítimas de abuso.
Parágrafo 1
Uma segunda mulher acusa Jeffrey Epstein de ter enviado-a ao Reino Unido para um encontro sexual com o príncipe Andrew, em 2010, durante uma noite no Royal Lodge e com direito a visita a Buckingham Palace. A defesa da mulher pediu um pedido de desculpas aos advogados do rei.
Parágrafo 2
Os advogados da paciente, uma mulher não britânica na casa dos 20 anos na época, afirmaram que o encontro ocorreu em 2010 e que a visitante teve uma passagem de uma noite com Andrew, conforme relatado ao BBC e à imprensa.
Parágrafo 3
Brad Edwards, da firma Edwards Henderson, confirmou a versão, destacando que a acusação envolve a relação entre Epstein, Maxwell e membros da família real, que já era conhecida por suas interações com Epstein, segundo os advogados da vítima.
Parágrafo 4
Em comunicado, Brittany Henderson afirmou que o poder de Andrew derivava da família real e que a colaboração entre Epstein e Maxwell era conhecida por muitos anos no palácio. Ela pediu que o conselho jurídico do rei investigue e peça desculpas com seriedade.
Contexto relacionado aos laços com Epstein
Parágrafo 5
A divulgação surge no contexto de mais de 3 milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, que mostram a proximidade entre Epstein e Sarah Ferguson, ex-mulher de Andrew, e mencionam as princesas Beatrice e Eugenie.
Parágrafo 6
Entre mensagens de 2009 e 2010, Ferguson aparece expressando apoio e gratidão a Epstein, inclusive em tom de elogios, e sugerindo oportunidades de negócios, além de tratar de questões financeiras com o dispendioso apoio do investidor.
Parágrafo 7
Registros de 2010 indicam conversas sobre encontros com Epstein, com referências a refeições e encontros entre Ferguson, suas filhas e Epstein, após a saída dele da prisão em decorrência de acusações de exploração sexual de menores.
Reações oficiais e desdobramentos
Parágrafo 8
Mountbatten-Windsor nega veementemente ter mantido relações sexuais com Virginia Giuffre quando ela tinha 17 anos e resolveu uma ação civil com ela por cerca de 12 milhões de dólares, sem admitir responsabilidade.
Parágrafo 9
Em outubro, o Palácio de Buckingham comunicou que Mountbatten-Windsor perderia títulos reais e seria transferido do Royal Lodge, mantendo as condolências às vítimas de abusos. As autoridades reiteraram apoio às vítimas.
Parágrafo 10
As acusações e os documentos ampliam o escrutínio sobre os vínculos entre Epstein, a realeza britânica e figuras associadas, sem que haja conclusão oficial de culpa ou responsabilização de terceiros.
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