- Líderes de partidos de direita na Europa, muitos com histórico de antissemitismo, apoiaram Viktor Orban na campanha, com menções de Meloni, Vucic, Vox, AfD, Freiwits e outros; Netanyahu também elogiou Orban em gravações.
- A aproximação de Israel com a direita europeia já era discutida há anos, incluindo contatos formais com o National Rally, Vox e Sweden Democrats, e a participação do Likud em blocos europeus de direita.
- O apoio não é visto como sinal de consenso: há tensões com alguns governos europeus, como a distância de Meloni em relação a Israel e a cautela com o AfD, além de controvérsias sobre leis e instituições internas israelenses.
- A estratégia combina realpolitik e afinidade ideológica: a questão imigratória e o islamismo crescentes na Europa ajudam a justificar o alinhamento com direita europeia, mesmo diante de preocupações antissemíticas.
- Mesmo com potenciais ganhos diplomáticos e comerciais com a União Europeia, especialistas duvidam que a aproximação moltorá a Europa-mais amigável a Israel, especialmente diante de mudanças no cenário político global, como nos Estados Unidos.
O premiê húngaro Viktor Orbán recebeu, no mês passado, um respaldo conjunto de líderes da direita europeia, incluindo Meloni, Vucic e chefes de Vox, AfD, National Rally e as três formações de direita austríacas. O apoio contou com menção gravada do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, exaltando a “tenacidade” de Orbán. A Reuters confirmou a mobilização.
A aproximação entre Israel e a direita europeia não é uniforme. Em Roma, Berlusconi e Meloni já mostraram distâncias diante de temas como Gaza, enquanto o AfD encara resistência por parte de instituições judaicas. Na Áustria, o Freedom Party permanece explícito em manter limites para relações com Israel.
Entretanto, o eixo entre Israel e as forças de direita persiste. Em 2025, Netanyahu apoiava Orbán durante visita a Budapeste, em gesto alinhado a críticas à Corte Penal Internacional. Diplomatas israelenses também abriram contatos formais com partidos como National Rally, Vox e Sweden Democrats, segundo o governo.
O apoio não se resume a um gesto simbólico. Netanyahu e ministros do Likud defendem uma linha que reduz a influência de instituições internacionais e favorece alianças com formações políticas de direita. Leis, cortes e a mídia já são alvo de pressões, segundo análise política.
Especialistas destacam que o interesse israelense envolve realpolitik: partidos de direita na Europa lideram pesquisas em alguns países, mantendo uma retórica antiimigração que diverge de Israel apenas em tom. O reflexo é uma estratégia de curto prazo para ampliar espaço diplomático e econômico.
Na prática, a parceria com a direita europeia não ganha apoio unânime entre comunidades judias locais. O receio é que o nacionalismo extremo possa impactar liberdades e o ambiente de convivência em sociedades ocidentais. Além disso, o anti-Israelismo cresce em alguns setores da esquerda europeia.
Mesmo diante de críticas, o governo de Israel vê benefício estratégico em cultivar laços com blocos variados. O bloco europeu continua sendo o maior parceiro comercial e de pesquisa, ainda que membros de governos de direita agradem a cooperação energética e institucional com Jerusalém.
Mesmo com este esforço, não há garantia de que a aproximação surta efeito visível para a relação entre Israel e a União Europeia. A influência dos conservadores europeus pode oscilar conforme cenários políticos internos, mantendo a prudência como norte das estratégias diplomáticas.
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