- A fronteira de Rafah, no sul de Gaza, reabriu-se nesta segunda-feira para um número limitado de viajantes a pé, após ficar fechada por quase um ano.
- O posto foi tomado por Israel em maio de 2024, no começo da guerra contra o Hamas, e sua reabertura atende a quem precisa sair para atendimento médico ou retornar após fugir dos combates.
- O funcionamento limitado admite cerca de cinquenta palestinos a entrar em Gaza por dia e igual número a saírem, com aprovação de segurança de Israel e do Egito.
- Estima-se que cerca de 100 mil palestinos tenham fugido nos primeiros meses do conflito e muitos buscam reunião familiar, além de cerca de 20 mil pacientes médicos que precisam sair com urgência.
- Apesar da reabertura, Israel não permite a entrada de jornalistas estrangeiros; a imprensa internacional só pode atuar por repórteres que vivem em Gaza.
O posto fronteiriço de Rafah, o único que liga a Faixa de Gaza ao Egito, reabriu parcialmente nesta segunda-feira para um número limitado de viajantes a pé, após quase um ano de bloqueio imposto por Israel. A reabertura ocorre em meio a tensões e com restrições de segurança.
O governo israelense manteve o controle sobre o lado de Gaza, com monitoramento também da União Europeia e da Autoridade Palestiniana. Além disso, alguns palestinos necessitados de atendimento médico devem buscar passagem pela fronteira para tratamento.
Quem poderá atravessar? Segundo fontes palestinas, 50 pessoas poderão entrar em Gaza por dia e 50 poderão sair. O fluxo é limitado a quem passa a pé e depende de aprovações de Israel e do Egito.
Detalhes operacionais e contexto
A área fronteiriça é o Philadelphi Corridor, próximo à cidade de Rafah, área devastada pela guerra de 2024. Até o momento, jornalistas estrangeiros continuam proibidos de entrar em Gaza, com cobertura restrita a equipes que residem na região.
Antes da guerra, Rafah era a única rota de Gaza para o Egito e o restante do mundo. A reabertura surge como alívio para pacientes, familiares e those que fugiram dos combates e buscam retorno ou atendimento médico emergencial.
Gaza também tem a passagem Kerem Shalom, usada principalmente para ajuda humanitária e comércio, com entradas de poucos pacientes permitidas. Erez, no norte, continua fechado desde outubro de 2023.
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