Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

França aprova orçamento após meses de negociações e moções de desconfiança

Orçamento francês é aprovado por poderes constitucionais, sem votação no parlamento, após no‑confidence motions; governo sobrevive e mira déficit de cinco por cento do PIB em 2026

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Sébastien Lecornu speaking in parliament ahead of surviving two no-confidence votes on Monday.
0:00
Carregando...
0:00
  • O orçamento deste ano foi aprovado pelo governo francês usando poderes constitucionais para não passar pelo parlamento, após meses de impasse.
  • O governo ficou à prova em duas votações de moção de censura na noite de segunda-feira e acabou mantendo a estabilidade.
  • O Partido Socialista concordou em não votar contra o governo, em troca de concessões, incluindo a suspensão das mudanças de pensão propostas por Macron.
  • O orçamento prevê aumento de gastos com defesa em 6,5 bilhões de euros e busca reduzir o déficit para 5% do PIB em 2026.
  • A crise política vem de eleições antecipadas em 2024 e o foco atual inclui as eleições municipais no próximo mês e a presidencial de 2027.

O governo francês aprovou o orçamento deste ano após meses de impasse e uma sequência de moções de censura. A Câmara dos Deputados não votou diretamente o texto, pois foi aprovado por poderes constitucionais especiais, evitando a votação parlamentar direta. Mesmo assim, o governo enfrentou novas moções de confiança.

Sébastien Lecornu, primeiro-ministro, disse que os franceses “refazem o caminho” para que as instituições funcionem. O orçamento foi apresentado com a promessa de fortalecer as despesas de defesa em 6,5 bilhões de euros. A aprovação ocorreu após a Socialist Party concordar em não votar contra, em troca de concessões, incluindo suspensão de mudanças nas aposentadorias.

Hervé Saulignac, deputado socialista, afirmou que o partido cumpriu seu dever e evitou o pior para o país, destacando que sem orçamento haveria agravamento da crise econômica. A meta oficial é reduzir o déficit de 5,4% do PIB em 2025 para 5% em 2026, embora o recuo esperado tenha ficado aquém do previsto com o rompimento da reforma da aposentadoria.

O desfecho ocorre em meio a quase dois anos de negociações envolvendo o presidente Emmanuel Macron e a tríade de governos desde 2024. Usuários e mercados ficaram atentos a impactos da política orçamentária na dívida e na credibilidade da França junto a parceiros europeus.

Contexto político

A crise institucional (2024-2025) foi deflagrada por mudanças de governo e eleições incompletas, com o lançamento de uma eleição antecipada em 2024 e a formação de uma aliança de esquerda com força expressiva, mas sem maioria absoluta. O impacto alcançou o parlamento e as estratégias do governo para aprovar medidas domésticas.

O que vem a seguir

Lecornu pretende manter o cargo até 2027, buscando avançar projetos como uma lei de proteção aos agricultores e uma proposta sobre eutanásia assistida e cuidados paliativos. Enquanto isso, o governo continua tentando articular políticas internas diante da abstenção parlamentar ainda dominante.

Cenário eleitoral

As eleições municipais ocorrem no próximo mês. A eleição presidencial de 2027 permanece como foco central da política nacional, com o presidente Macron priorizando política externa e relações com parceiros europeus, além de meerder respostas a tensões com os EUA.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais