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Costa Rica vai às urnas em meio a temores de autoritarismo

Urna decide entre liderança de Laura Fernández e o risco de trajetória autoritária, conforme violência aumenta e cenário político permanece incerto

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Laura Fernández, campaigning on Thursday, leads the polls with 40% of the vote and is promising a hard line on security.
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  • Costa Rica realiza eleição para presidente e para 57 membros do Congresso, com Laura Fernández, candidata escolhida pelo atual presidente, liderando as pesquisas em torno de quarenta por cento.
  • A expectativa é de vitória no primeiro turno, mas cerca de um terço dos eleitores ainda está indeciso, mantendo o resultado incerto.
  • A violência ligada ao tráfico de cocaína e a insegurança são temas centrais da campanha, elevando temores de um possível giro autoritário no país.
  • Fernández promete linha dura na segurança; o presidente Rodrigo Chaves, cuja administração é contestada, acompanha a polarização, embora tenha apoio de cerca de cinquenta por cento.
  • Analistas apontam que, dependendo da maioria no Congresso, mudanças institucionais podem ocorrer; há preocupações sobre a compatibilidade com instituições democráticas.

Costa Rica se encaminha às urnas neste domingo para escolher o presidente da República e 57 deputados para o próximo ciclo de quatro anos. A votação ocorre em um momento de aumento da violência ligada ao tráfico de drogas e de debates sobre o possível endurecimento de políticas de segurança. O pleito ocorre em meio a um cenário de desgaste político e de dúvidas sobre o funcionamento das instituições.

O candidato do governo, Laura Fernández, de 37 anos, lidera as pesquisas com cerca de 40% das intenções de voto, o suficiente para vencer no primeiro turno. Fernández foi escolhida pelo atual presidente Rodrigo Chaves, figura polêmica que não pode concorrer à reeleição pela Constituição. A oposição, por sua vez, permanece fragmentada, e nenhum concorrente chegou a 10% nas sondagens.

Ainda assim, aproximadamente um terço do eleitorado continua indeciso, o que mantém a disputa aberta. Analistas destacam que o resultado dependerá de como esse eleitorado pode se deslocar entre os candidatos, potencialmente afetando a composição do Congresso.

Contexto político

As mudanças no cenário nacional ocorreram após a ascensão de Chaves em 2022, quando o então economista, ex-figura do Banco Mundial, capitalizou o descontentamento com elites políticas. Desde então, ele tem promovido políticas de confrontação com instituições, com resultados econômicos variados e críticas por práticas administrativas.

Chaves enfrentou tentativas de responsabilização por corrupção e por interferência no pleito, que chegaram a tramitar no Congresso, mas foram interrompidas pela imunidade presidencial. Fernández já sinalizou manter Chaves em cargos do governo, o que permitiria continuidade da imunidade.

Cenário de segurança

O debate eleitoral ganha força sobre segurança pública, com o país registrando aumento da violência e de homicídios. Em 2023, Costa Rica manteve uma taxa de homicídios entre as mais altas da região, alimentando preocupações entre eleitores e candidatos sobre como enfrentar a criminalidade organizada.

Quase sugerem medidas mais duras: a oposição aponta que propostas de endurecimento devem respeitar o Estado de direito. Pesquisadores lembram que a institucionalidade do país tem sido um elemento de forte proteção durante décadas, mesmo diante de crises políticas.

Diferenças entre propostas

A campanha também envolve a avaliação sobre o papel do Estado na segurança. Fernández defende ações mais restritivas em zonas classificadas como hotspots da violência, o que tem sido visto por opositores como potencialmente autoritário. Em resposta, analistas destacam a necessidade de equilíbrio entre segurança, direitos civis e funcionamento institucional.

Chaves, por sua vez, tem mantido uma postura de linha dura, com críticas a práticas políticas anteriores e promessas de reformas profundas. Especialistas ressaltam que, se Fernández alcançar maioria simples no Congresso, poderá promover mudanças institucionais significativas; com maioria qualificada, as mudanças poderiam ser ainda mais amplas.

Perspectivas para o resultado

Especialistas ouvidos sugerem que o resultado pode indicar a direção do país nos próximos anos. Caso Fernández receba apoio suficiente para governar com maioria, mudanças estruturais podem ganhar impulso. Por outro lado, uma coalizão fragmentada no Legislativo pode limitar ações do governo, mantendo o equilíbrio atual entre os poderes.

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