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Vítimas de Epstein dizem que agressores permanecem protegidos mesmo com documentos

Vítimas afirmam que agressores continuam protegidos, mesmo com a divulgação de milhões de documentos do caso Epstein envolvendo figuras públicas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Donald Trump (à direita na foto) ao lado de Jeffey Epstein – Imagem: AFP/Getty/Arquivo
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  • Mais de três milhões de documentos do Departamento de Justiça foram tornados públicos na sexta-feira, com menções a Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e ao ex-príncipe Andrew, entre outros, além de fotos e vídeos.
  • O procurador-geral adjunto Todd Blanche afirmou que a Casa Branca não participou da revisão nem da censura dos arquivos; todas as imagens de meninas e mulheres foram censuradas, exceto as de Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de vinte anos de prisão.
  • As vítimas denunciam que os documentos podem identificar pessoas abusadas, enquanto os agressores permanecem protegidos; 19 signatários assinam uma carta pedindo a publicação completa dos arquivos e o depoimento da procuradora-geral no Congresso.
  • Entre as mensagens aparecem referências a Bill Gates e a Elon Musk; Musk disse estar ciente de que as mensagens podem ser mal interpretadas por detratores, e afirmou que a Justiça deve responsabilizar quem cometeu crimes graves ao lado de Epstein.
  • A divulgação ocorreu apesar das tentativas de Trump de impedir a publicação; a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein previa publicação até 19 de dezembro, e o vice-procurador-geral caracterizou a divulgação como o fim de um longo processo de identificação e revisão.

As vítimas de Jeffrey Epstein afirmam que seus supostos agressores continuam ocultos e protegidos, mesmo com a divulgação de milhões de novos documentos pelo governo dos EUA na sexta-feira (30). O material, parte de uma revisão do Departamento de Justiça, envolve fotos e vídeos não expostos anteriormente. O objetivo declarado é trazer transparência sobre o caso.

O procurador-geral adjunto Todd Blanche afirmou que a Casa Branca não participou da revisão nem da decisão sobre o que censurar ou manter nos arquivos. Segundo ele, não houve orientação sobre o conteúdo a ser priorizado. Os papéis refletem um longo procedimento de divulgação sob a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

Epstein morreu em 2019, considerado suicídio na prisão enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Entre os documentos publicados, há menções ao presidente da época, Donald Trump, bem como a Elon Musk, Bill Gates e ao ex-príncipe André. O Departamento de Justiça afirma que alguns itens trazem alegações falsas ou sensacionalistas apresentadas ao FBI antes das eleições de 2020.

Os arquivos foram amplos: incluem mais de 180 mil imagens e cerca de 2 mil vídeos. As imagens de meninas e mulheres foram censuradas, excetuando as de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, que cumpre pena de 20 anos por tráfico de menores. Além disso, o material traz diálogos e e-mails que chamam atenção para relações entre figuras públicas.

Vítimas do caso encaminharam uma carta reiterando preocupações com a possibilidade de identificá-las nos documentos, enquanto homens que teriam abusado delas permanecem sem acusações divulgadas. A missiva, assinada por 19 pessoas, pede a publicação integral dos arquivos e que a procuradora-geral Pam Bondi preste depoimento ao Congresso no próximo mês.

Mudanças de tema: reações e nomes envolvidos

Entre os nomes com menções recorrentes, Trump e Clinton aparecem nos documentos, mas não há acusações formais contra eles. A divulgação foi alvo de críticas de apoiadores de Trump, que já defendiam maior acesso aos registros. O ex-presidente, segundo relatos, acompanhou de perto o debate sobre a publicação.

Elon Musk publicou que algumas mensagens podem ser mal interpretadas e pediu à Justiça que responsabilize quem cometeu crimes ao lado de Epstein. Musk indicou que não pretende ter a reputação manchada por associações indevidas. Em outros trechos, Epstein sugere vínculos entre Maxwell, Maxwell e outras figuras.

A publicação dos arquivos ocorreu após atraso impulsionado por debates internos e pela pressão de congressistas. O objetivo central é cumprir a lei que determina a divulgação completa de documentos do caso, ainda que o processo tenha gerado controvérsia pública.

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