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Plano de Epstein para redenção via Sarah Ferguson é avaliado

Novos arquivos revelam plano de Epstein de reverter reputação com ajuda de Sarah Ferguson, incluindo pressões para retratação pública

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Emails show that Epstein and his publicist detailed a plan to persuade Ferguson to release a statement saying he was ‘not a pedo’. Photograph: Toby Melville/Reuters
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  • Novos documentos divulgados mostram que Jeffrey Epstein tentou usar o vínculo com a Duquesa de York, Sarah Ferguson, para reconquistar a reputação após a condenação.
  • Ferguson pediu desculpas em 2011, dizendo que regretava a proximidade com Epstein e que o considerava um erro de decisão. Ela também admitiu ter permitido que Epstein quitasse £ 15 mil de suas dívidas.
  • Os arquivos revelam um plano coordenado com assessor de comunicação para fazer Ferguson emitir uma declaração para contornar a imagem dele como “pedófilo” e pressionar a imprensa a recuar.
  • A relação entre Ferguson e Epstein continuou mesmo após a prisão dele em 2008 e ele chegou a oferecer recursos para a “marca” de Ferguson; ela chegou a descrever Epstein como o “irmão que sempre desejou ter”.
  • Ambos perderam títulos e enfrentaram consequências públicas após o escândalo, com Ferguson recebendo críticas e parcerias rompidas; Epstein morreu em prisão em 2019.

A divulgação de novos documentos revela como Jeffrey Epstein tentou reconstruir sua imagem pública por meio de Sarah Ferguson, ex-duquesa de York. Segundo os arquivos, Epstein planejou usar a proximidade com Ferguson para minimizar a sua convicção por solicitação de sexo com menores na Flórida.

Os materiais mostram que Epstein e sua assessoria discutiram uma estratégia para que Ferguson divulgasse uma declaração na qual dissiasse da narrativa de pedofilia. A ideia era fazer com que Ferguson afirmasse publicamente que ele não era pedófilo, após distanciamento inicial da entrevista.

A crise ganhou contornos adicionais quando Ferguson manteve o relacionamento com Epstein mesmo após a prisão dele em 2008. Em mensagens privadas, ela descreveu Epstein como um amigo próximo e chegou a receber benefícios financeiros ligados a esse vínculo.

E-mails revelados indicam que Epstein consultou um publicista de crise para pressionar Ferguson a recuar de críticas públicas. O objetivo era reforçar a imagem de que as acusações contra Epstein eram distorcidas por advogados de vítimas.

Segundo as mensagens, o publicista sugeriu a Ferguson que reconhecesse um possível erro e estimasse pressa na retratação, citando a necessidade de proteger a reputação e a carreira pública da ex-duquesa.

Relatos adicionais mostram que Ferguson manteve encontros com Epstein após o início do seu processo judicial, inclusive em ocasiões em que ele já cumpria pena. A relação também envolveu discussões sobre a campanha de marca pessoal da ex-funcionária de caridade infantil.

Entre 2009 e 2010, Ferguson enviou mensagens a Epstein pedindo apoio financeiro para aluguel e consultou sobre a participação de suas filhas em encontros com associados de Epstein. Em paralelo, o ex-príncipe Andrew também esteve ligado a encontros com Epstein posteriormente.

As revelações se somam aos desdobramentos públicos envolvendo Ferguson e o irmão do então rei Charles, ambos afastados de títulos reais em decorrência da proximidade com Epstein. Epstein faleceu em 2019, sob circunstâncias que ainda são objeto de investigação e controvérsia.

Não houve comentários oficiais de Ferguson ou de Mountbatten-Windsor aos pedidos de resposta. O material divulgado mostra que Epstein buscava influenciar figuras próximas para atenuar a dissolução de sua reputação após as primeiras condenações.

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