Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Orban nega necessidade de cortes de gastos após eleição de abril

Orban nega necessidade de austeridade se vencer a eleição de abril e afirma manter políticas de gasto, mesmo com economia quase estagnada

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Hungarian Prime Minister Viktor Orban holds an international press conference in Budapest, Hungary, January 5, 2026. REUTERS/Bernadett Szabo/File Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O primeiro-ministro Viktor Orban negou que haja necessidade de austeridade para reduzir o déficit se vencer as eleições de abril, dizendo que o governo manterá as políticas de gasto da Fidesz.
  • Ele disputa a votação em um momento de fraca atividade econômica e com inflação elevada desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, deixando o país próximo da estagnação.
  • Economistas dizem que quem vencer no dia 12 de abril terá pouco espaço para evitar cortes, mas Orban rebate afirmando que não há necessidade de austeridade.
  • No fim do ano passado, o governo elevou as metas de déficit para cinco por cento em dois anos (2025 e 2026) para ampliar gastos pré-eleitorais, o que levou a Fitch a cortar a perspectiva da dívida para negativa.
  • Orban citou medidas como uma taxa de hipoteca subsidiada de três por cento e a isenção de imposto de renda para mães de duas, além de um pacote de cem bilhões de forints para o setor de restaurantes e cinquenta bilhões para reduzir as contas de energia doméstica.

Budapeste, 31 jan (Reuters) – O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán negou neste sábado que precisará impor cortes de gasto para conter o déficit caso vença as eleições de abril. Ele assegurou que o seu partido Fidesz manterá as principais políticas de gastos.

Orbán, no poder desde 2010, enfrenta a menor fase econômica de seus 16 anos no governo. A economia mostra quase estagnação desde a invasão da Rússia na Ucrânia em 2022, que elevou a inflação na região.

O premiê afirmou que não haverá austeridade e que nada será retirado dos cidadãos. Em comício, citou que medidas como juros subsidiados de 3% para empréstimos imobiliários e a isenção de imposto de renda para mães de duas crianças devem permanecer.

Fatos recentes indicam que quem vencer a votação de 12 de abril terá pouco espaço para ampliar gastos, segundo economistas. Ainda assim, o governo elevou metas de déficit para 2025 e 2026 para viabilizar o gasto pré-eleitoral.

Austeridade foi descartada por Orbán mesmo após anúncio de novos custos. O governo lançou desde o fim do ano passado um pacote de 100 bilhões de forints para o setor de restaurantes e outra linha de apoio aos habitações para reduzir contas de energia.

Dados divulgados na última sexta mostram a economia húngara pressionada pela quase estagnação, com desempenho abaixo de poloneses e tchecos. Analistas revisaram para baixo as perspectivas de crescimento para 2026.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais