- O Save Act exigiria certidão de nascimento, passaporte ou documento de cidadania para registro ou reenquadramento de voto nos EUA.
- Segundo estudo do Brennan Center, mais de 21 milhões de cidadãos não têm esses documentos facilmente disponíveis; entre pessoas de cor, o índice é maior (cerca de 11%).
- Mulheres que trocaram o nome após casamento podem não ter certidão compatível com o novo nome, o que pode dificultar a comprovação de cidadania.
- A lei também atrasaria o registro online de eleitores, exigindo a presença em pessoa com documentos originais para atualizar informações de registro.
- Já houve tentativas similares no passado, como em Kansas entre 2013 e 2017, que teriam deslocado mais de 30 mil eleitores; o Save Act passou pela Câmara em 2025, mas ficou emperrado no Senado, ganhando agora novo impulso.
O Save Act, apresentado como medida para impedir fraudes eleitorais, pode, na prática, dificultar o registro de eleitores nos Estados Unidos. O texto, elaborado por membros republicanos, defende exigências de documentação de cidadania para registro ou reregistro, o que ampliaria requisitos já existentes.
Especialistas afirmam que a lei poderia impactar fortemente eleitores de minorias e mulheres que mudaram de nome após casamento. Estudos indicam que milhões de cidadãos enfrentam dificuldades para apresentar documentos como certidão de nascimento ou passaporte.
O projeto foi rejeitado por parte do público, mas ganhou impulso no cenário político. Em 2025, a Câmara dos Representantes aprovou o Save Act, enquanto o Senado permaneceu dividido. Agora, há novos esforços para avançar a proposta antes das eleições de meio de mandato.
De acordo com a Câmara, a medida visa reduzir fraudes eleitorais. Críticos, porém, destacam que não há evidências de fraude generalizada que exija mudanças tão onerosas no registro. Análises apontam que o requisito pode exigir apresentação de documentos difíceis de obter.
Dados de pesquisas administrativas indicam que cerca de 21 milhões de cidadãos não possuem documentação prontamente disponível que comprove cidadania. Entre pessoas de cor, a parcela é ainda maior, o que intensifica o impacto sobre grupos já mobilizados politicamente.
Casos já ocorridos em outros estados, incluindo políticas de comprovação de cidadania, mostram custos elevados e exclusão de votantes de baixa renda, pessoas com deficiência e eleitoras casadas. Estudos apontam que tais leis costumam reduzir a participação.
A discussão envolve, ainda, mudanças no registro online, que passaria a exigir presença física com documentos originais para atualizações. Críticos asseguram que essa exigência cria entraves adicionais sem necessidade demonstrada.
Enquanto a discussão segue, apoiadores e opositores trocam mensagens a respeito de integridade do processo eleitoral. O tema permanece central no debate público sobre meios de evitar eleições fraudulentas e manter a confiança no sistema.
Possíveis impactos no cenário eleitoral incluem mudanças no comparecimento às urnas, especialmente entre minorias, mulheres que mudaram de nome e eleitores com acesso limitado a documentação. A ansiedade sobre o tema aumenta conforme se aproxima o período eleitoral.
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