- A eleição antecipada no Japão está marcada para 8 de fevereiro, com a primeira-ministra Sanae Takaichi buscando ampliar a maioria para enfrentar a pressão da China.
- Analistas e autoridades dizem que uma vitória expressiva de Takaichi poderia levar a Beijing a reavaliar a sua campanha de pressão sobre o governo japonês.
- Takaichi ganhou foco internacional após sugerir como o Japão poderia responder a um eventual ataque chinês a Taiwan; a China exige retratação, que não ocorreu.
- Medidas de retaliação de Pequim incluem boicotes de viagens e possíveis restrições a exportações de terras raras, ações que podem impactar a economia japonesa.
- Pesquisas indicam que manter ou ampliar a maioria pode indicar aos chineses que a linha de Takaichi não lhe abalou politicamente, enquanto vitória estreita poderia provocar maior coerção chinesa.
A eleição extraordinária no Japão, marcada para 8 de fevereiro, pode redefinir o tom da diplomacia com a China, dependendo do resultado de primeira ministra Sanae Takaichi. Analistas e autoridades consultados pela Reuters avaliam que uma vitória expressiva pode reduzir a pressão de Pequim sobre Takaichi.
A chefe do governo, eleita há pouco, consolidou apoio interno mesmo após a controvérsia com a China sobre Taiwan. O embate elevou tensões regionais e impactou a economia japonesa, que já enfrenta desaceleração. Pequim ainda não recuou de medidas retaliatórias.
Segundo fontes citadas, a decisão de antecipar as eleições busca reforçar a base de apoio de Takaichi diante de pressões externas. Políticos destacam que a votação pode sinalizar se o Japão continuará a adotar linha firme em questões de segurança e defesa.
A disputa com a China envolve retaliações como boicotes ao turismo e possíveis restrições a minerais estratégicos. Analistas estimam que cortes em exportações de minerais poderiam afetar significativamente o PIB japonês e o emprego.
A avaliação interna aponta que mais de dois terços das empresas japonesas esperam que as tensões com a China afetem a economia. Voto impulsionado pela preocupação econômica ganha espaço em campanhas, segundo pesquisas citadas pela Reuters.
Especialistas ressaltam que o desempenho de Takaichi em uma maioria estável pode indicar continuidade de políticas de linha dura com Pequim. Caso a coalizão alcance apenas vitória modesta, a pressão chinesa tende a aumentar.
A leitura política do pleito depende do resultado na Câmara Baixa, que hoje tem 198 assentos em 465. Uma vitória expressiva pode sinalizar ao exterior que Takaichi permanecerá por anos à frente do governo, consolidando a posição relativa ao tema China.
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