- Chanceleres do Equador e da Colômbia se reuniram pela primeira vez desde o início da guerra tarifária que afeta comércio, cooperação energética e transporte de petróleo.
- A disputa envolve tarifas de trinta por cento aplicadas mutuamente após o presidente Noboa acusar a Colômbia de não agir suficientemente contra o tráfico de drogas na fronteira, que tem cerca de seiscentos quilômetros.
- A Colômbia suspendeu a venda de eletricidade ao Equador e o Equador elevou em novecentos por cento a tarifa de transporte de petróleo pelo oleoduto.
- A reunião ocorreu no Panamá, onde os ministros Gabriela Sommerfeld (Equador) e Rosa Villavicencio (Colômbia) participavam de fórum do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe; o conteúdo não foi informado.
- O presidente Gustavo Petro ofereceu diálogo; Noboa não respondeu à oferta e ressaltou que criminosos devem ser presos, enquanto o Equador busca apoio dos Estados Unidos na luta contra o tráfico.
O Equador e a Colômbia realizaram uma reunião de alto nível entre seus chanceleres após o acirramento provocado por uma guerra tarifária que afeta comércio, cooperação energética e transporte de petróleo. O encontro aconteceu em meio ao fórum do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, no Panamá, nesta quinta-feira 29.
Os dois países mantêm uma fronteira de cerca de 600 km, palco de atividades de grupos criminosos e tráfico. A tensão tarifária foi deflagrada quando o Equador elevou tarifas de transporte de petróleo e a Colômbia reduziu o fluxo de eletricidade, em resposta a críticas sobre o combate ao crime na fronteira.
O governo equatoriano informou que houve um diálogo entre os chanceleres, com o Equador apresentando sua posição e a Colômbia aguardando resposta. Não foram detalhadas datas específicas nem os pontos discutidos pelas ministras Gabriela Sommerfeld e Rosa Villavicencio.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, declarou em discurso no Panamá que está aberto ao diálogo com o colega equatoriano para tratar da crise. Noboa, por sua vez, não respondeu diretamente à oferta, destacando a necessidade de prender criminosos envolvidos.
O Equador defende as novas tarifas como compensação pelos custos de manter a fronteira contra grupos criminosos. A situação ocorre num contexto em que Noboa busca apoio dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico, com a guerra tarifária como elemento de pressão.
A região fronteiriça continua marcada pela presença de guerrilhas, tráfico de drogas e atividades de garimpo ilegal, reforçando a importância de cooperação entre os dois países para a segurança regional. O Ministério das Relações Exteriores equatoriano não informou detalhes adicionais sobre o encontro.
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