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Democratas pedem explicação de espião sobre presença do FBI em local eleitoral

Senadores pedem briefing ao diretor de Inteligência Nacional sobre a presença de Tulsi Gabbard em operação do FBI na Geórgia

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A drone picture shows the Fulton County Election Hub and Operation Center a day after the Federal Bureau of Investigation (FBI) executed a search warrant in Georgia
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  • Parlamentares das comissões de inteligência exigem que a Diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, preste esclarecimentos sobre sua presença durante a operação do FBI em uma instalação eleitoral na Geórgia.
  • O senador Mark Warner e o deputado Jim Himes dizem estar preocupados com privacidade e liberdades civis quando autoridades atuam internamente, em vez de no exterior.
  • O FBI afirmou ter cumprido um mandado no Fulton County Election Hub and Operation Center, em Union City, para obter registros relacionados às eleições de 2020.
  • A participação de um chefe da inteligência dos EUA em uma operação de aplicação da lei doméstica é incomum, já que o trabalho da ODNI normalmente foca em inteligência no exterior.
  • Warner e Himes ressaltaram que ações federais contra supostas ameaças eleitorais estrangeiras exigem que o público e o Congresso sejam informados e receberam o pedido de briefing imediato.

O Diretor de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, foi solicitada a se apresentar a comissões de inteligência do Senado e da Câmara para esclarecer a presença durante uma operação do FBI em uma instalação eleitoral na Geórgia. A cidade de Union City abrigou o centro de operações de Fulton County, onde agentes executaram um mandado de busca relacionado a informações de eleições de 2020. A operação foi descrita pelo FBI como atividade de cumprimento de ordem judicial buscando documentos específicos.

O gesto gerou questionamentos entre os congressistas. Senador Mark Warner e o Representante Jim Himes, que presidem as comissões de inteligência, afirmaram em carta que é incomum a participação de um chefe de inteligência em operação de aplicação da lei em território doméstico. Eles destacaram a necessidade de informar o público e as comissões sobre possíveis ameaças eleitorais estrangeiras.

Gabbard, ex- parlamentar democrata pelo Havaí, estava presente no local durante a ação, que envolve a apuração de evidências para sustentar alegações de fraude nas eleições de 2020 feitas pelo então presidente Donald Trump. O FBI informou apenas que a operação foi autorizada pela justiça e ocorreu no Fulton County Election Hub, um centro aberto em 2023, sem detalhar o conteúdo dos registros solicitados.

Solicitação de briefing

Warner e Himes pediram que Gabbard explique por que acompanhou a ação e quais informações foram compartilhadas com autoridades federais. A dupla ressaltou que qualquer esforço federal para enfrentar supostas ameaças eleitorais estrangeiras exige transparência com o público e com as comissões. O texto também aponta que Gabbard questionou avaliações anteriores sobre ingerência russa nas eleições de 2016 e participou de decisões sobre uma unidade de inteligência voltada a operações de influência estrangeira.

Contexto e próximos passos

Segundo as autoridades, a investigação envolve documentos de eleições de 2020; não houve afirmações de culpabilidade ou de irregularidades por parte de Gabbard. O escritório da deputada não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. As comissões de inteligência devem definir, em breve, se haverá uma sessão de briefing formal com a participação de Gabbard.

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