- Um levantamento da ODI com respostas de 29 pequenos estados insulares em desenvolvimento aponta a China como o parceiro bilateral mais valorizado, em média, com implicações geopolíticas.
- No Caribe, a presença chinesa foi considerada surpreendente, já que historicamente dominavam EUA e Reino Unido; o Reino Unido ficou em primeiro entre os respondentes caribenhos, e a China liderou entre ilhas do Atlântico, Oceano Índico e Mar do Sul da China.
- O levantamento, realizado entre julho e novembro de 2025, abrange desde o Caribe até a região da Oceania, incluindo Barbados, Cabo Verde, Mauritius, Maldives, Solomon Islands e Papua-Nova Guiné.
- Dados de fluxo financeiro 2020–2023 mostram a China com 6 bilhões de dólares em ajuda ao desenvolvimento para esses estados, à frente da Austrália (4,78 bilhões), EUA (3,17 bilhões) e Japão (2 bilhões).
- Apesar de incentivos financeiros inovadores, como troca de dívida e cláusulas de moratória em desastres climáticos, a adoção é limitada; as vulnerabilidades incluem impactos desproporcionais de eventos climáticos e acesso restrito a financiamentos concedidos.
Um estudo do Overseas Development Institute (ODI), realizado entre julho e novembro de 2025, aponta que governos de 29 pequenas economias insulares em desenvolvimento consideram a China o principal parceiro bilateral de desenvolvimento. A conclusão tem implicações geopolíticas, segundo a pesquisadora responsável.
A pesquisa abrange regiões desde o Caribe até o Pacífico, incluindo Letiga, Barbados, Cabo Verde, Bahamas, Solomon Islands, Papua-Nova Guiné, Maurício e Maldivas. Algumas nações classificadas como pequenas ilhas também aparecem fora do arquipélago, como Belize e Guiana.
A análise revela que a China lidera entre as ilhas do Atlântico, Oceano Índico e Mar do Sul da China, enquanto no Caribe o Reino Unido ficou em primeiro lugar entre metade dos respondentes, e na região Pacífica, a Austrália liderou.
Distribuição regional e montante de apoio
Entre 2020 e 2023, o ODI aponta que a China proporcionou cerca de US$ 6 bilhões em ajuda ao desenvolvimento para essas nações, superando o financiamento oficial ao desenvolvimento da Austrália (US$ 4,78 bilhões), dos EUA (US$ 3,17 bilhões) e do Japão (US$ 2 bilhões). Esses números refletem o peso relativo de cada doador antes de mudanças políticas recentes nos EUA.
A pesquisa também aponta uma tendência de inovação financeira, com uso crescente de instrumentos como trocas de dívida e cláusulas de pausa em dívidas em resposta a desastres climáticos. Contudo, a adoção dessas ferramentas ainda é limitada, segundo os autores.
Desafios e impactos econômicos
Segundo a análise, a vulnerabilidade econômica dessas ilhas frente eventos climáticos extremos é alta, e o acesso a financiamentos concessionais permanece restrito. Instrumentos de mitigação atuais não reduzem o nível de endividamento, o que sustenta a necessidade de soluções mais profundas.
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