- O governo Trump firmou acordos de saúde no valor de aproximadamente $ 11 bilhões com mais de 15 países africanos, mas enfrenta resistência crescente, especialmente na Nigéria e no Quênia.
- Na Nigéria, acordo bilateral de $ 2,1 bilhões em cinco anos é questionado por críticos que apontam ênfase em provedores de saúde baseados na fé cristã.
- No Quênia, o acordo de cinco anos de $ 1,6 bilhão foi suspenso pelo Tribunal de Justiça, que analisa questões de privacidade de dados e consulta pública e parlamentar.
- Em Uganda, acordo de $ 2,3 bilhões enfrenta críticas de políticos que dizem ter havido ausência de aprovação parlamentar.
- Brasil não confere? (Esta linha não deve ser incluída; removi para manter apenas fatos relevantes).
O governo dos EUA garantiu cerca de 11 bilhões de dólares em acordos de saúde com mais de 15 países africanos nos últimos meses. Porém, o volume de recursos tem provocado resistência crescente, especialmente na Nigéria e no Quênia.
Na Nigéria, o acordo bilateral de 2,1 bilhões de dólares em cinco anos gerou críticas amplas, com o enfoque na promoção de provedores de saúde baseados na fé. Grupos e parte da oposição questionam neutralidade e governança.
No Quênia, o governo adiou a implementação de um acordo de 2,5 bilhões de dólares em cinco anos, após questionamentos legais sobre privacidade de dados e consulta pública insuficiente. O acordo prevê cooperação contra HIV/AIDS e outras doenças.
Em Uganda, um acordo de 2,3 bilhões de dólares também enfrenta oposição, com parlamentares cobrando aprovação legislativa. Críticos destacam a necessidade de consulta ao parlamento antes de compromissos.
Washington descreve os acordos como parte da estratégia global “America First” em saúde, que busca substituir a antiga USAID. Os entendimentos exigem contrapartidas locais e envio de dados de saúde diretamente ao governo dos EUA.
A estratégia privilegia diplomacia comercial e envolve empresas farmacêuticas americanas para a entrega de tratamentos. Além disso, associa ajuda sanitária a acordos comerciais em minerais e terras raras.
Paralelamente, a Guiné-Bissau suspendeu recentemente um estudo financiado pelo governo dos EUA sobre hepatite B, com críticas de especialistas. O projeto envolvia vaccinação neonatal em estudo clínico.
O estudo, liderado por pesquisadores dinamarqueses, buscava avaliar efeitos negativos potenciais da vacina, gerando controvérsia entre defensores da saúde pública e críticos de acordos de pesquisa em países com recursos limitados.
Críticos lembram que a vacinação contra hepatite B é amplamente reconhecida como segura pela OMS. Organizações de saúde africanas defendem que o estudo não atende padrões éticos e de cuidado hospitalar adequados.
A África continua lidando com uma alta carga de doenças infecciosas, em parte pela limitada disponibilidade de vacinas e serviços de saúde. A avaliação de novos estudos e acordos envolve transparência, participação pública e salvaguardas de privacidade.
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